Brasil
Por Agência Brasil | 05/12/2014 às 18:57 - Atualizada em 07/12/2014 às 22:07
O Ministério da Saúde e a Vigilância Epidemiológica do Piauí estão concluindo a investigação do que pode ser o primeiro caso de febre do Nilo no Brasil. Exames iniciais, feitos em outubro, indicaram que um agricultor de 52 anos, do município de Aroeiras do Itaim, no Piauí, tem o vírus, e os órgãos de Saúde estão recolhendo material de animais, na região, para avaliar a situação.
De acordo com o neurologista Marcelo Adriano Vieira, do Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela, de Teresina, o caso ainda é considerado provável, pois protocolos internacionais indicam que devem ser feitos dois exames. Por isso, aguardam o resultado do segundo exame, feito pelo Instituto Evandro Chagas, no Pará, que será divulgado na próxima segunda-feira (8), pelo Ministério da Saúde.
Segundo Vieira, provavelmente um mosquito foi infectado ao picar algum pássaro silvestre vindo de regiões endêmicas da África ou Ásia Ocidental. As aves migratórias, que de tempos em tempos, trocam o frio do Hemisfério Norte pelo calor do Hemisfério Sul, são o principal reservatório do vírus identificado em Uganda, em 1937, que causa febre, dor de cabeça e, eventualmente, até problemas neurológicos.
Vieira explica que só as aves transmitem a doença para o mosquito, e este retransmite para pessoas, animais e outras aves. “Se o mosquito picar outras aves, o ciclo se perpetua; se picar uma pessoa ou um equino, por exemplo, a doença para ali, porque são hospedeiros definitivos”, disse ele, lembrando que o vírus já foi identificado em dois frangos.
De acordo com o neurologista, em 75% dos casos de contaminação humana pelo vírus da febre do Nilo, o organismo o elimina e a pessoa não sente nenhum sintoma. Em 24% dos casos, os sintomas são semelhantes aos da dengue (febre, dor de cabeça e no corpo). Só em 1% dos casos há comprometimento neurológico, com perda de movimentos, mas esse sintoma pode ser revertido.
Em agosto, o agricultor piauiense sentiu dormência, dor de cabeça, náuseas e, em seguida, teve a sensação de perda de forças, até culminar com a paralisação de todos os movimentos do corpo - só mexia a cabeça. Ele já recuperou o movimento dos braços e das pernas, mas ainda não tem forças para ficar em pé. Segundo Vieira, o paciente já está em casa e tem chances de voltar a andar.
![]() |
Vítima não identificada tem 52 anos e estava internada há 20 dias na capital.
|
De acordo com o neurologista Marcelo Adriano Vieira, do Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela, de Teresina, o caso ainda é considerado provável, pois protocolos internacionais indicam que devem ser feitos dois exames. Por isso, aguardam o resultado do segundo exame, feito pelo Instituto Evandro Chagas, no Pará, que será divulgado na próxima segunda-feira (8), pelo Ministério da Saúde.
Segundo Vieira, provavelmente um mosquito foi infectado ao picar algum pássaro silvestre vindo de regiões endêmicas da África ou Ásia Ocidental. As aves migratórias, que de tempos em tempos, trocam o frio do Hemisfério Norte pelo calor do Hemisfério Sul, são o principal reservatório do vírus identificado em Uganda, em 1937, que causa febre, dor de cabeça e, eventualmente, até problemas neurológicos.
Vieira explica que só as aves transmitem a doença para o mosquito, e este retransmite para pessoas, animais e outras aves. “Se o mosquito picar outras aves, o ciclo se perpetua; se picar uma pessoa ou um equino, por exemplo, a doença para ali, porque são hospedeiros definitivos”, disse ele, lembrando que o vírus já foi identificado em dois frangos.
De acordo com o neurologista, em 75% dos casos de contaminação humana pelo vírus da febre do Nilo, o organismo o elimina e a pessoa não sente nenhum sintoma. Em 24% dos casos, os sintomas são semelhantes aos da dengue (febre, dor de cabeça e no corpo). Só em 1% dos casos há comprometimento neurológico, com perda de movimentos, mas esse sintoma pode ser revertido.
Em agosto, o agricultor piauiense sentiu dormência, dor de cabeça, náuseas e, em seguida, teve a sensação de perda de forças, até culminar com a paralisação de todos os movimentos do corpo - só mexia a cabeça. Ele já recuperou o movimento dos braços e das pernas, mas ainda não tem forças para ficar em pé. Segundo Vieira, o paciente já está em casa e tem chances de voltar a andar.
Por Gazeta Web | 23/11/2014 às 12:17 - Atualizada em 23/11/2014 às 22:53
Apesar do alto índice a situação do estado estaria sob controle, segundo afirma Secretaria de Saúde
![]() |
| Foto: Reprodução |
Apesar do alto índice a situação do estado estaria sob controle, segundo afirma Secretaria de Saúde
Em recente pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde (MS), Alagoas aparece entre os 10 estados com maior incidência de casos de dengue no Brasil, com 343,5 casos/100 mil habitantes. Até o dia 17 de novembro deste ano, o estado registrou 15.247 notificações de casos suspeitos em 98% dos municípios alagoanos. Apesar do alto número de casos notificados, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) afirma que a situação está sob controle e que medidas combativas são tomadas diariamente.
Do total apresentado no relatório mensal da Sesau, 9.972 casos foram confirmados em análise laboratorial e 1.633 estão sob investigação. São 29 municípios classificados como risco de surto; 34 município em estado de alerta; e 39 municípios considerados em estado satisfatório.
De acordo com a superintendente estadual de Vigilância em Saúde, Sandra Canuto, cada município fica responsável por realizar ações nas residências, mas que o estado mantém o monitoramento todos os dias. "Nós temos equipes que visitam diariamente os municípios que possuem casos suspeitos ou confirmados de dengue. Apesar do alto número de incidências e de casos confirmados, a situação está sob controle", garante.
Sandra alertou para a situação em 19 municípios, onde os níveis são alarmantes, pois há a dificuldade do agente de endemias entrar nas residências. "Nos grandes municípios alagoanos, como Maceió, Arapiraca, Teotônio Vilela, Santana do Ipanema, e as cidades de grande fluxo turístico, a exemplo de Maragogi, Barra de São Miguel, Paripueira e nas demais cidades, encontramos dificuldades em ter acesso às residências. Isso acontece ou por resistência dos proprietários, ou por estarem fechadas por serem casas de veraneio", explica.
Os outros municípios monitorados pela Sesau são: Barra de Santo Antônio, Coqueiro Seco, Delmiro Gouveia, Marechal Deodoro, Messias, Palmeira dos Índios, Penedo, Pilar, Rio largo, Santa Luzia do Norte, Satuba e União dos Palmares.
A superintendente também afirmou que muitos edifícios residenciais, os porteiros são instruídos a impedirem a entrada dos agentes, o que reduz bastante o número de domicílios atendidos. "Para o controle do mosquito, é necessário que os gestores adotem medidas nos ambientes públicos, como limpeza de terrenos baldios, praças, cemitérios e borracharias, bem como recolhimento regular de lixo. Além disso, a importância do envolvimento da população na adoção diária de cuidados no acondicionamento do lixo, armazenamento de água e eliminação de recipientes sem uso que possam acumular água e virar criadouros do mosquito Aedes Aegypti", explica.
Até o momento, foram registrados 23 óbitos suspeitos de dengue provenientes dos municípios de Arapiraca, Campestre, Junqueiro, Maceió, Monteirópolis, Murici, Paulo Jacinto, Pindoba, Piranhas, Santana do Ipanema, São Miguel dos Campos e Satuba. Destes, oito encontram-se sob investigação, 11 foram descartados e três confirmados.
Maceió
A capital alagoana, apesar de estar na desconfortável situação de município com o maior número de notificações (são 5.105), não possui um alto número de casos confirmados, sendo apenas 547 notificações. Mas, a Secretaria de Estado da Saúde mantém como prioritária a intensificação das ações. Hoje, em Maceió, os bairros litorâneos e os que margeiam a Lagoa Mundaú possuem um número maior de agentes de endemias atuando.
Ainda de acordo com Sandra Canuto, a maior preocupação é com os terrenos baldios e as construções civis. Segundo ela, por conta do acúmulo de entulhos nas obras e o armazenamento de água para o uso dos operários são propícios para a proliferação do mosquito. O vetor precisa, apenas, de água limpa e parada para se reproduzir.
Uma reunião foi realizada com as construtoras em Maceió para o repasse de orientações a fim de evitar a proliferação do mosquito.
Medidas combativas
Cada município fica responsável por realizar ações de combate e controle da proliferação do mosquito, como a visita de agentes de endemias às residências, prédios públicos e comerciais, e orientação à população.
Uma das medias utilizadas pela Sesau é o uso do carro fumacê, que percorre as ruas das cidades espalhando o inseticida em forma gasosa, mas seu uso acontece, em sua maioria, nos municípios do interior. "O fumacê é mais eficaz no controle de mosquitos que estão em espaços abertos, não agindo dentro de residências ou prédios. Sua atuação é restrita. Por isso, ele é usado em casos específicos", finaliza.
Cuidados médicos
Os sintomas da dengue são parecidos com diversas doenças e, por isso, o paciente deve tomar cuidados e procurar um médico em caso de dúvida. A médica infectologista Raquel Guimarães explicou que em muitos pacientes só procuram os cuidados médicos quando a doença está em estado avançado por confundir os sintomas ou medicar-se de forma indevida.
"Os sintomas da dengue são muito comuns, mas devem sempre procurar um médicos. Ao sentirem dor de cabeça, febre, dor atrás dos olhos e dores musculares, a pessoa deve ir ao médico para que os exames sejam realizados", explica.
Ao ser constatada a dengue, a primeira iniciativa do médico é intensa hidratação e o monitoramento dos sintomas e a recomendação de repouso absoluto. Após 48 horas do aparecimento do primeiro sintoma, um novo exame deve ser feito para avaliar os níveis de leucócitos, plaquetas. "Caso haja alguma alteração é sinal de que a doença evoluiu e que cuidados deverão ser redobrados", disse.
Do total apresentado no relatório mensal da Sesau, 9.972 casos foram confirmados em análise laboratorial e 1.633 estão sob investigação. São 29 municípios classificados como risco de surto; 34 município em estado de alerta; e 39 municípios considerados em estado satisfatório.
De acordo com a superintendente estadual de Vigilância em Saúde, Sandra Canuto, cada município fica responsável por realizar ações nas residências, mas que o estado mantém o monitoramento todos os dias. "Nós temos equipes que visitam diariamente os municípios que possuem casos suspeitos ou confirmados de dengue. Apesar do alto número de incidências e de casos confirmados, a situação está sob controle", garante.
Sandra alertou para a situação em 19 municípios, onde os níveis são alarmantes, pois há a dificuldade do agente de endemias entrar nas residências. "Nos grandes municípios alagoanos, como Maceió, Arapiraca, Teotônio Vilela, Santana do Ipanema, e as cidades de grande fluxo turístico, a exemplo de Maragogi, Barra de São Miguel, Paripueira e nas demais cidades, encontramos dificuldades em ter acesso às residências. Isso acontece ou por resistência dos proprietários, ou por estarem fechadas por serem casas de veraneio", explica.
Os outros municípios monitorados pela Sesau são: Barra de Santo Antônio, Coqueiro Seco, Delmiro Gouveia, Marechal Deodoro, Messias, Palmeira dos Índios, Penedo, Pilar, Rio largo, Santa Luzia do Norte, Satuba e União dos Palmares.
A superintendente também afirmou que muitos edifícios residenciais, os porteiros são instruídos a impedirem a entrada dos agentes, o que reduz bastante o número de domicílios atendidos. "Para o controle do mosquito, é necessário que os gestores adotem medidas nos ambientes públicos, como limpeza de terrenos baldios, praças, cemitérios e borracharias, bem como recolhimento regular de lixo. Além disso, a importância do envolvimento da população na adoção diária de cuidados no acondicionamento do lixo, armazenamento de água e eliminação de recipientes sem uso que possam acumular água e virar criadouros do mosquito Aedes Aegypti", explica.
Até o momento, foram registrados 23 óbitos suspeitos de dengue provenientes dos municípios de Arapiraca, Campestre, Junqueiro, Maceió, Monteirópolis, Murici, Paulo Jacinto, Pindoba, Piranhas, Santana do Ipanema, São Miguel dos Campos e Satuba. Destes, oito encontram-se sob investigação, 11 foram descartados e três confirmados.
Maceió
A capital alagoana, apesar de estar na desconfortável situação de município com o maior número de notificações (são 5.105), não possui um alto número de casos confirmados, sendo apenas 547 notificações. Mas, a Secretaria de Estado da Saúde mantém como prioritária a intensificação das ações. Hoje, em Maceió, os bairros litorâneos e os que margeiam a Lagoa Mundaú possuem um número maior de agentes de endemias atuando.
Ainda de acordo com Sandra Canuto, a maior preocupação é com os terrenos baldios e as construções civis. Segundo ela, por conta do acúmulo de entulhos nas obras e o armazenamento de água para o uso dos operários são propícios para a proliferação do mosquito. O vetor precisa, apenas, de água limpa e parada para se reproduzir.
Uma reunião foi realizada com as construtoras em Maceió para o repasse de orientações a fim de evitar a proliferação do mosquito.
Medidas combativas
Cada município fica responsável por realizar ações de combate e controle da proliferação do mosquito, como a visita de agentes de endemias às residências, prédios públicos e comerciais, e orientação à população.
Uma das medias utilizadas pela Sesau é o uso do carro fumacê, que percorre as ruas das cidades espalhando o inseticida em forma gasosa, mas seu uso acontece, em sua maioria, nos municípios do interior. "O fumacê é mais eficaz no controle de mosquitos que estão em espaços abertos, não agindo dentro de residências ou prédios. Sua atuação é restrita. Por isso, ele é usado em casos específicos", finaliza.
Cuidados médicos
Os sintomas da dengue são parecidos com diversas doenças e, por isso, o paciente deve tomar cuidados e procurar um médico em caso de dúvida. A médica infectologista Raquel Guimarães explicou que em muitos pacientes só procuram os cuidados médicos quando a doença está em estado avançado por confundir os sintomas ou medicar-se de forma indevida.
"Os sintomas da dengue são muito comuns, mas devem sempre procurar um médicos. Ao sentirem dor de cabeça, febre, dor atrás dos olhos e dores musculares, a pessoa deve ir ao médico para que os exames sejam realizados", explica.
Ao ser constatada a dengue, a primeira iniciativa do médico é intensa hidratação e o monitoramento dos sintomas e a recomendação de repouso absoluto. Após 48 horas do aparecimento do primeiro sintoma, um novo exame deve ser feito para avaliar os níveis de leucócitos, plaquetas. "Caso haja alguma alteração é sinal de que a doença evoluiu e que cuidados deverão ser redobrados", disse.
Por Jornal Brasil | 31às 14:00 - Atualizada em 31/1 às 16:08
Até o dia 25 de outubro, o Ministério da Saúde registrou 828 casos de Febre Chikungunya no Brasil, sendo 155 confirmados por critério laboratorial e 673 por critério clínico-epidemiológico.
Do total, são 39 casos importados de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa.
Os outros 789 foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão. Destes casos, chamados de autóctones, 330 foram registrados no município de Oiapoque (AP), 371 em Feira de Santana (BA), 82 em Riachão do Jacuípe (BA), dois em Salvador (BA), um em Alagoinhas (BA), um em Cachoeira (BA), um em Amélia Rodrigues/BA e um em Matozinhos (MG).
Caracterizada a transmissão sustentada de Chikungunya em uma determinada área, com a confirmação laboratorial dos primeiros casos, o Ministério da Saúde recomenda que os demais sejam confirmados por critério clínico-epidemiológico, que leva em conta fatores como: sintomas apresentados e o vínculo dele com pessoas que já contraíram a doença.
Ações
Desde que foram confirmados os casos da febre Chikungunya no Caribe, no final de 2013, o Ministério da Saúde elaborou um plano nacional de contingência da doença, que tem como metas a intensificação das atividades de vigilância; a preparação de resposta da rede de saúde; o treinamento de profissionais; a divulgação de medidas às secretarias; e a preparação de laboratórios de referência para diagnósticos da doença.
Também foram intensificadas as medidas de prevenção e identificação de casos. Nas regiões com registro da febre, foram constituídas equipes, composta por técnicos das secretarias locais, para orientar a busca ativa de casos suspeitos e emitir alerta às unidades de saúde e às comunidades. Para controle dos mosquitos transmissores da doença, são realizadas ações de bloqueio de casos suspeitos e eliminação de criadouros.
Prevenção
A febre Chikungunya é uma doença causada por vírus do gênero Alphavirus, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes Aegypti (transmissor da dengue) e o Aedes Albopictus os principais vetores. Os sintomas da doença são febre alta, dor muscular e nas articulações, cefaleia e exantema e costumam durar de três a 10 dias. A letalidade da Chikungunya, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), é rara, sendo menos frequente que nos casos de dengue.
Para evitar a transmissão do vírus, é fundamental que as pessoas reforcem as ações de eliminação dos criadouros dos mosquitos. As medidas são as mesmas para o controle da dengue, ou seja, verificar se a caixa d’ água está bem fechada; não acumular vasilhames no quintal; verificar se as calhas não estão entupidas; e colocar areia nos pratos dos vasos de planta, entre outras iniciativas deste tipo.
Doença no Mundo
De acordo com a OMS, desde 2004, o vírus havia sido identificado em 19 países. Porém, a partir do final de 2013, foi registrada transmissão autóctone (dentro do mesmo território) em vários países do Caribe. Em março de 2014, na República Dominicana e Haiti, sendo que, até então, só África e Ásia tinham circulação do vírus
Do total, são 39 casos importados de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa.
Os outros 789 foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão. Destes casos, chamados de autóctones, 330 foram registrados no município de Oiapoque (AP), 371 em Feira de Santana (BA), 82 em Riachão do Jacuípe (BA), dois em Salvador (BA), um em Alagoinhas (BA), um em Cachoeira (BA), um em Amélia Rodrigues/BA e um em Matozinhos (MG).
Caracterizada a transmissão sustentada de Chikungunya em uma determinada área, com a confirmação laboratorial dos primeiros casos, o Ministério da Saúde recomenda que os demais sejam confirmados por critério clínico-epidemiológico, que leva em conta fatores como: sintomas apresentados e o vínculo dele com pessoas que já contraíram a doença.
Ações
Desde que foram confirmados os casos da febre Chikungunya no Caribe, no final de 2013, o Ministério da Saúde elaborou um plano nacional de contingência da doença, que tem como metas a intensificação das atividades de vigilância; a preparação de resposta da rede de saúde; o treinamento de profissionais; a divulgação de medidas às secretarias; e a preparação de laboratórios de referência para diagnósticos da doença.
Também foram intensificadas as medidas de prevenção e identificação de casos. Nas regiões com registro da febre, foram constituídas equipes, composta por técnicos das secretarias locais, para orientar a busca ativa de casos suspeitos e emitir alerta às unidades de saúde e às comunidades. Para controle dos mosquitos transmissores da doença, são realizadas ações de bloqueio de casos suspeitos e eliminação de criadouros.
Prevenção
A febre Chikungunya é uma doença causada por vírus do gênero Alphavirus, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes Aegypti (transmissor da dengue) e o Aedes Albopictus os principais vetores. Os sintomas da doença são febre alta, dor muscular e nas articulações, cefaleia e exantema e costumam durar de três a 10 dias. A letalidade da Chikungunya, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), é rara, sendo menos frequente que nos casos de dengue.
Para evitar a transmissão do vírus, é fundamental que as pessoas reforcem as ações de eliminação dos criadouros dos mosquitos. As medidas são as mesmas para o controle da dengue, ou seja, verificar se a caixa d’ água está bem fechada; não acumular vasilhames no quintal; verificar se as calhas não estão entupidas; e colocar areia nos pratos dos vasos de planta, entre outras iniciativas deste tipo.
Doença no Mundo
De acordo com a OMS, desde 2004, o vírus havia sido identificado em 19 países. Porém, a partir do final de 2013, foi registrada transmissão autóctone (dentro do mesmo território) em vários países do Caribe. Em março de 2014, na República Dominicana e Haiti, sendo que, até então, só África e Ásia tinham circulação do vírus
Por nominuto | 16 - Atualizada em 16/1 às 18:52
![]() |
| Reprodução/internet |
Até o dia 11 de outubro, o Ministério da Saúde registrou 337 casos de Febre Chikungunya no Brasil, sendo 87 confirmados por critério laboratorial e 250 por critério clínico-epidemiológico. Do total, são 38 casos importados de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa.
Os outros 299 foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão. Desses casos, chamados de autóctones, 17 foram registrados no município de Oiapoque (AP), 274 no município de Feira de Santana (BA), sete em Riachão do Jacuípe (BA) e 1 em Matozinhos (MG).
O Ministério da Saúde recomenda que os demais casos sejam confirmados por critério clínico-epidemiológico, que leva em conta fatores como: sintomas apresentados e o vínculo dele com pessoas que já contraíram a doença.
Ações
Como parte das medidas para o combate à dengue e à febre Chikungunya, o governo federal, em parceria com estados e municípios, realiza até o final de outubro, o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa ). O objetivo é identificar as larvas dos mosquitos Aedes Aegypti e Aedes Albopictus, onde estão os focos e os depósitos de água onde foi encontrado o maior número de focos de mosquito.
Desde que foram confirmados os casos da febre Chikungunya no Caribe, no final de 2013, o Ministério da Saúde elaborou um plano nacional de contingência da doença, que tem como metas a intensificação das atividades de vigilância; a preparação de resposta da rede de saúde; o treinamento de profissionais; a divulgação de medidas às secretarias; e a preparação de laboratórios de referência para diagnósticos da doença.
Também foram intensificadas as medidas de prevenção e identificação de casos. Nas regiões com registro da febre, foram constituídas equipes, composta por técnicos das secretarias locais, para orientar a busca ativa de casos suspeitos e emitir alerta às unidades de saúde e às comunidades. Para controle dos mosquitos transmissores da doença, são realizadas ações de bloqueio de casos suspeitos e eliminação de criadouros.
Prevenção
A febre Chikungunya é uma doença causada por vírus do gênero Alphavirus, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes Aegypti (transmissor da dengue) e o Aedes Albopictus os principais vetores. Os sintomas da febre são febre alta, dor muscular e nas articulações, cefaleia e exantema e costumam durar de três a 10 dias. A letalidade da Chikungunya, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), é rara, sendo menos frequente que nos casos de dengue.
Para evitar a transmissão do vírus, é fundamental que as pessoas reforcem as ações de eliminação dos criadouros dos mosquitos. As medidas são as mesmas para o controle da dengue, ou seja, verificar se a caixa d'água está bem fechada; não acumular vasilhames no quintal; verificar se as calhas não estão entupidas; e colocar areia nos pratos dos vasos de planta, entre outras iniciativas deste tipo.
Os outros 299 foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão. Desses casos, chamados de autóctones, 17 foram registrados no município de Oiapoque (AP), 274 no município de Feira de Santana (BA), sete em Riachão do Jacuípe (BA) e 1 em Matozinhos (MG).
O Ministério da Saúde recomenda que os demais casos sejam confirmados por critério clínico-epidemiológico, que leva em conta fatores como: sintomas apresentados e o vínculo dele com pessoas que já contraíram a doença.
Ações
Como parte das medidas para o combate à dengue e à febre Chikungunya, o governo federal, em parceria com estados e municípios, realiza até o final de outubro, o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa ). O objetivo é identificar as larvas dos mosquitos Aedes Aegypti e Aedes Albopictus, onde estão os focos e os depósitos de água onde foi encontrado o maior número de focos de mosquito.
Desde que foram confirmados os casos da febre Chikungunya no Caribe, no final de 2013, o Ministério da Saúde elaborou um plano nacional de contingência da doença, que tem como metas a intensificação das atividades de vigilância; a preparação de resposta da rede de saúde; o treinamento de profissionais; a divulgação de medidas às secretarias; e a preparação de laboratórios de referência para diagnósticos da doença.
Também foram intensificadas as medidas de prevenção e identificação de casos. Nas regiões com registro da febre, foram constituídas equipes, composta por técnicos das secretarias locais, para orientar a busca ativa de casos suspeitos e emitir alerta às unidades de saúde e às comunidades. Para controle dos mosquitos transmissores da doença, são realizadas ações de bloqueio de casos suspeitos e eliminação de criadouros.
Prevenção
A febre Chikungunya é uma doença causada por vírus do gênero Alphavirus, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes Aegypti (transmissor da dengue) e o Aedes Albopictus os principais vetores. Os sintomas da febre são febre alta, dor muscular e nas articulações, cefaleia e exantema e costumam durar de três a 10 dias. A letalidade da Chikungunya, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), é rara, sendo menos frequente que nos casos de dengue.
Para evitar a transmissão do vírus, é fundamental que as pessoas reforcem as ações de eliminação dos criadouros dos mosquitos. As medidas são as mesmas para o controle da dengue, ou seja, verificar se a caixa d'água está bem fechada; não acumular vasilhames no quintal; verificar se as calhas não estão entupidas; e colocar areia nos pratos dos vasos de planta, entre outras iniciativas deste tipo.
Por Globo | 10às 15:08 - Atualizada em 10/1 às 19:41
O Brasil registrou o primeiro caso suspeito de ebola no país: um imigrante de 47 anos, que veio em setembro da Guiné, um dos países africanos que sofrem com epidemia da doença. Ele relatou que teve febre, dor de garganta e tosse, mas não teve hemorragia. Na noite de quinta-feira (9), Souleymane Bah procurou atendimento em Cascavel, interior do Paraná. Durante a madrugada, ele foi transferido para o Rio de Janeiro.
A movimentação para a transferência do paciente começou de madrugada. Dois infectologistas da Secretaria de Saúde e Vigilância do Ministério da Saúde chegaram à Cascavel. Eles vestiam roupas especiais, usadas para proteger os profissionais do contágio de doenças altamente transmissíveis.
O paciente embarcou por volta das 5hs em um avião das Forças Armadas. Ele foi levado para oRio de Janeiro, onde será tratado no Instituto Evandro Chagas, referência no país para o tratamento de doenças infecciosas.
Souleymane Bah veio da Guiné e o avião em que ele estava fez escala no Marrocos e pousou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, no dia 19 de setembro. Quatro dias depois, ele entrou com pedido de refúgio em Dionísio Cerqueira, Santa Catarina. O próximo registro dele é em Cascavel, onde procurou atendimento médico.
O homem disse que sentiu febre pela primeira vez na quarta-feira (8) e que teve dor de garganta e tosse. Na quinta-feira, ele procurou a unidade de pronto atendimento de Cascavel.
Com a suspeita de contágio, a unidade foi interditada. Durante a noite e a madrugada, ninguém entrou ou saiu do local. Vinte e seis pacientes e 25 funcionários, entre médicos, enfermeiros e técnicos ficaram isolados.
Com a suspeita de contágio, a unidade foi interditada. Durante a noite e a madrugada, ninguém entrou ou saiu do local. Vinte e seis pacientes e 25 funcionários, entre médicos, enfermeiros e técnicos ficaram isolados.
Na manhã dessa sexta-feira (10), os pacientes que estavam isolados na unidade de pronto atendimento começaram a deixar o local depois da avaliação dos médicos. Todas as pessoas que saíram da unidade continuam em observação. Elas devem medir a temperatura durante os próximos 21 dias, que é o período de incubação do vírus, o tempo que a doença leva para se manifestar.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Cascavel, 68 pessoas tiveram algum tipo de contato com o africano e serão monitoradas. A prioridade agora é identificar duas pessoas, que ainda não se sabem quem são e que teriam levado o paciente para o posto de saúde.
O paciente com suspeita de ebola foi transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, porque só no Rio de Janeiro e em São Paulo é que podem ser colhidas as amostras para o exame. Souleymane Bah está internado em uma área isolada do Instituto Evandro Chagas. A área tem leitos preparados e uma equipe de profissionais está cuidando exclusivamente dele.
As amostras de sangue do imigrante já foram para o Instituto Evandro Chagas de Belém, no Pará. O resultado sai em 24 horas, mas o protocolo de confirmação do ebola exige dois exames de laboratório. Então, qualquer que seja o resultado deste primeiro teste, uma nova amostra de sangue será coletada em 48 horas. O paciente já foi testado para malária e o exame deu negativo.
Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o Ministério da Saúde fará a divulgação do resultado do exame assim que ele for liberado pelo Instituto Evandro Chagas: “O ebola se trata de uma doença viral, que não tem tratamento. A vacina e o medicamento que estão sendo usados nos EUA são experimentais. O paciente encontra-se assintomático, não tem vômitos, diarréia e hemorragias, apenas se queixa de dor de cabeça. Então, ele está sendo tratado sintomaticamente. O Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz, do Ministério da Saúde, é uma instituição de muita expertise e tem muita capacidade de conduzir o caso com toda a segurança. O risco de uma epidemia de ebola no país é muito baixo”, afirma o ministro.
Por Aline Leal /Agência Brasil - Edição: Fábio Massalli | 16 - Atualizada em 17/ às 22:14
Ministério da Saúde confirmou nesta terça-feira diagnóstico em dois pacientes do Amapá que não fizeram viagens recentes ao exterior
Foram confirmados na última sexta-feira os dois primeiros casos de transmissão de chikungunya dentro do Brasil. Um homem de 53 anos e a filha, de 31 anos, que moram em Oiapoque, no Amapá, perceberam os sintomas da doença nos dias 27 e 28 de agosto e passam bem.A confirmação dos dois casos, primeiros contraídos no Brasil, foi divulgada hoje (16) pelo Ministério da Saúde. Antes disso, 37 pessoas tiveram a confirmação da febre chikungunya no Brasil, mas todos tinham contraídos a doença em outros países.
Assim como a dengue, a febre chikungunya é transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictos, mas só tem um sorotipo, ou seja, cada pessoa só pega a doença uma vez. Os sintomas também são os mesmos da dengue: dor de cabeça, febre, dores musculares e nas articulações e podem durar de três a dez dias.
Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, a doença é menos grave que a dengue e o paciente costuma ser tratado em casa. O tratamento consiste no alívio dos sintomas com Paracetamol, hidratação e repouso.
Desde dezembro de 2013 surgiram mais de 650 mil casos suspeitos de chikungunya nas três Américas, dos quais pouco mais de 9 mil foram confirmados. Antes disso, a doença era comum apenas na África e na Ásia.
Segundo o Ministério da Saúde, o município do Oiapoque intensificou as medidas de controle da doença buscando novos casos suspeitos com alerta nas unidades de saúde e na comunidade, com a aplicação de inseticida.
Este ano o Levantamento Rápido de Infestação do Aedes Aegypti (Liraa), feito anualmente para identificar as áreas de risco para a dengue, além de identificar áreas com o Aedes aegypti vai buscar também áreas com Aedes albopictus, maior transmissor da chikungunya.
Barbosa disse que a nova doença também será citada na próxima campanha contra a dengue, já que o modo de prevenir as duas é o mesmo. “O período de transmissão maior no Brasil vai sempre de janeiro a maio, mas é importante que desde já as pessoas verifiquem suas caixas d'água, [onde é comum] depósitos do mosquito, para evitar as duas doenças”, aconselhou Barbosa.
Assinar:
Postagens (Atom)
Sejam bem-vindos! Hoje é
Popular Posts
-
Conheça as diferenças: Muriçoca tira o sono e o mosquito da dengue pode matarPor Assessoria de Comunicação da Sesa Selma Oliveira / Marcus Sá ( selma.oliveira@saude.ce.gov.br / 85 3101.5220 / 3101.5221 / 8733.82...
-
A Fundação Demócrito Rocha, juntamente com a universidade aberta do nordeste está disponibilizando curso de extensão universitária em Promoção da Equidade no SUSExtraído do site da Fundação Demócrito Rocha e editado pelo Blog Endemias de Icapuí | Atualizada em 03 /06/2014 às 17 :13 A Fund...
-
Primeiro caso de febre do Nilo no Brasil pode ser confirmado amanhãPor Agência Brasil | 05/12/2014 às 18:57 - Atualizada em 07/12/2014 às 22:07 Vítima não identificada tem 52 anos e estava internad...
-
Postos de saúde em Fortaleza ficam lotados com a vacinação contra o sarampoFoto: Tereza Tavares/TV Verdes Mares) Com o surto de sarampo no Ceará, onde a capital é onde se concentra o maior número de casos da do...
-
Prefeitura de Rio Preto-SP, realiza ação contra dengue no municípioPor Por: Abrahão Hackme - abrahaoh@bomdiariopreto.com.br às 22:07 | 17 /06/2014 - Atualizada em 18 /06/2014 às 11:10 Abner...
-
Dengue: uma ameaça cada vez mais preocupanteSurtos da dengue ocorrem antes do início da estação das chuvas. (Foto: Arquivo/Dom Total) Por María Victoria Ojea Um zumbido é o prime...
-
NOTA Á IMPRENSA SOBRE GASTOS FEDERAIS COM EDUCAÇÃO E SAÚDE EM CIDADES DA COPA DO MUNDOEm relação às notícias divulgadas nesta quinta-feira (9/1) sobre o estudo da organização Agência Pública, que comparou os recursos federai...
-
Ceará já tem mais de 4 mil casos de dengue em 2014Por G1/CE | 07 /06/2014 às 10:14 - Atualizada em 08 /06/2014 às 12:55 Até sexta-feira (6), Secretaria da Saúde confirmou 4....
-
A febre chikungunya já registra 16 casos no Brasil em 2014Por Agência Folhapress | 24 /09/2014 - Atualizada em 24/ 09/2014 às 15:26 Reprodução/internet Aumentou para 16 o núm...
-
Estudo alerta que dieta rica em proteína pode encurtar a vidaProteína animal pode elevar risco de morte em pessoas com menos de 65 anos (Thinkstock) Segundo pesquisa, pessoas abaixo de 65 anos qu...
Visualizações
Arquivo do Blog
Seguidores
Endemias de Icapuí de www.endemiasdeicapui.com está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
CR Frutas
Revendedora Natura













