Fiocruz
Por Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil | 13/11/2014 - Atualizada em 13/11/2014 às 21:35
A Fundação Oswaldo Cruz já deu início aos trabalhos em busca de um teste rápido capaz de identificar casos de febre chikungunya, no Brasil.
De acordo com o vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da instituição, Rodrigo Guerino, o teste será similar ao teste rápido de gravidez, uma pequena quantidade de sangue será suficiente para mostrar o resultado em uma fita indicativa.
Em audiência pública, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, Rodrigo destacou a importância do diagnóstico rápido da doença, uma vez que os sintomas se assemelham aos da dengue, mas há sutilezas no tratamento de ambas as enfermidades.
O diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, admitiu que há uma preocupação, por parte da pasta, em relação à possível confusão de diagnóstico entre casos de dengue e febre chikungunya. Um erro de diagnóstico, segundo ele, pode fazer com que os profissionais deixem de agir rapidamente no caso da dengue, provocando um agravamento do quadro e mesmo o óbito do paciente.
Dados do ministério indicam que, até o momento, ocorreram 1.039 casos confirmados de febre chikungunya no país, a maior parte na Bahia e no Amapá. Há ainda 968 casos em investigação. Maierovitch lembrou que o país conta com uma experiência de 30 anos no tratamento da dengue. Ele ressaltou que o país já passou por momento de ter que "montar hospitais de campanha e centros de hidratação rápida. Não prevemos esse cenário para o vírus chikungunya, mas ele não é impossível".
No debate, o representante da Organização Pan-americana de Saúde (Opas) no Brasil, Henrique Vazquez, destacou que praticamente todo o continente conta com a presença do vetor que transmite a febre chikungunya e que, no caso do Brasil, a ausência de imunidade na população torna os brasileiros suscetíveis à doença. "O chikungujnya será um grande desafio", concluiu.
A Fundação Oswaldo Cruz já deu início aos trabalhos em busca de um teste rápido capaz de identificar casos de febre chikungunya, no Brasil.
De acordo com o vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da instituição, Rodrigo Guerino, o teste será similar ao teste rápido de gravidez, uma pequena quantidade de sangue será suficiente para mostrar o resultado em uma fita indicativa.
Em audiência pública, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, Rodrigo destacou a importância do diagnóstico rápido da doença, uma vez que os sintomas se assemelham aos da dengue, mas há sutilezas no tratamento de ambas as enfermidades.
O diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, admitiu que há uma preocupação, por parte da pasta, em relação à possível confusão de diagnóstico entre casos de dengue e febre chikungunya. Um erro de diagnóstico, segundo ele, pode fazer com que os profissionais deixem de agir rapidamente no caso da dengue, provocando um agravamento do quadro e mesmo o óbito do paciente.
Dados do ministério indicam que, até o momento, ocorreram 1.039 casos confirmados de febre chikungunya no país, a maior parte na Bahia e no Amapá. Há ainda 968 casos em investigação. Maierovitch lembrou que o país conta com uma experiência de 30 anos no tratamento da dengue. Ele ressaltou que o país já passou por momento de ter que "montar hospitais de campanha e centros de hidratação rápida. Não prevemos esse cenário para o vírus chikungunya, mas ele não é impossível".
No debate, o representante da Organização Pan-americana de Saúde (Opas) no Brasil, Henrique Vazquez, destacou que praticamente todo o continente conta com a presença do vetor que transmite a febre chikungunya e que, no caso do Brasil, a ausência de imunidade na população torna os brasileiros suscetíveis à doença. "O chikungujnya será um grande desafio", concluiu.
Por Estadão Conteúdo | 10 - Atualizada em 11 às 17:27
O pesquisador do Instituto Leônidas e Maria Deane, Felipe Naveca, alerta para os impactos da possível chegada ao Brasil do arbovírus chikungunya. Naveca explicou que os casos notificados foram "importados", ou seja, as pessoas infectaram-se nos países onde o vírus circula e adoeceram quando voltaram para o País. Sua transmissão se dá por meio dos mosquitos Aedes aegypti e pelo Aedes albopictus, os mesmos vetores da dengue.
Entre os casos estão os de seis militares brasileiros que estiveram no Haiti e, ao retornarem ao Brasil, desenvolveram os sintomas. Todos foram diagnosticados pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.
Entre os casos estão os de seis militares brasileiros que estiveram no Haiti e, ao retornarem ao Brasil, desenvolveram os sintomas. Todos foram diagnosticados pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.
— Até o momento, não há registro oficial da circulação do chikungunya no País. Como temos casos em países vizinhos é praticamente impossível impedir a sua entrada no Brasil. Em alguns locais, onde circulou este vírus, foi muito alta a taxa da população infectada.
O pesquisador avalia que, se houver uma epidemia no Brasil, podem ocorrer importantes impactos, dentre eles econômico, pois a pessoa que for acometida pela febre chikungunya terá dificuldade para se recuperar e será obrigada a se afastar do trabalho por um longo tempo. Para impedir a disseminação da doença seria necessário intensificar as ações de combate aos vetores (Aedes aegypti e Aedes albopictus).
Os sintomas são parecidos com os da dengue e manifestam-se entre três a 12 dias após ser infectado pelo arbovírus. O paciente infectado apresenta febre muito alta (acima de 39°C), náuseas, vômitos, intensas dores nas articulações (artralgia) e na cabeça (cefaleia), além de erupções cutâneas (exantema). Em muitos casos, a artralgia pode durar meses e algumas pessoas podem desenvolver casos atípicos (manifestações dermatológica, ocular, cardiovascular, renal e neurológica).
O tratamento é apenas de suporte em que o médico monitora os sintomas do paciente, faz a hidratação e medica com analgésicos. Caso ocorra uma epidemia no Brasil, as unidades de assistência à saúde deverão estar preparadas para minimizar o impacto da doença na população.
O pesquisador avalia que, se houver uma epidemia no Brasil, podem ocorrer importantes impactos, dentre eles econômico, pois a pessoa que for acometida pela febre chikungunya terá dificuldade para se recuperar e será obrigada a se afastar do trabalho por um longo tempo. Para impedir a disseminação da doença seria necessário intensificar as ações de combate aos vetores (Aedes aegypti e Aedes albopictus).
Os sintomas são parecidos com os da dengue e manifestam-se entre três a 12 dias após ser infectado pelo arbovírus. O paciente infectado apresenta febre muito alta (acima de 39°C), náuseas, vômitos, intensas dores nas articulações (artralgia) e na cabeça (cefaleia), além de erupções cutâneas (exantema). Em muitos casos, a artralgia pode durar meses e algumas pessoas podem desenvolver casos atípicos (manifestações dermatológica, ocular, cardiovascular, renal e neurológica).
O tratamento é apenas de suporte em que o médico monitora os sintomas do paciente, faz a hidratação e medica com analgésicos. Caso ocorra uma epidemia no Brasil, as unidades de assistência à saúde deverão estar preparadas para minimizar o impacto da doença na população.
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