Roraima
Por Ascom-Sesau | 27 - Atualizada em 27/ às 11:09
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| Quarto caso de chikungunya é confirmado no Estado. Os pacientes são residentes no bairro Cidade Satélite. (Foto: Ascom/Sesau) |
Quarto caso de chikungunya é confirmado no Estado. Os pacientes são residentes no bairro Cidade Satélite.
Roraima teve o quarto caso da febre Chikungunya confirmado em Roraima. A confirmação ocorreu na última quinta-feira, 25, pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), do Pará, que é o laboratório referência na região Norte.
A exemplo dos três primeiros casos, a doença foi importada da Venezuela. Todos os casos registrados até então são de pacientes residentes no bairro Cidade Satélite.
O caso mais recente foi registrado em uma paciente adulta do sexo feminino, mãe de uma criança de dois anos que também foi diagnosticada com a doença.
Os dois pacientes estiveram na Venezuela, e após oito dias do retorno, apresentaram os sintomas e começaram a ser investigados imediatamente até que na última quinta-feira a hipótese diagnóstica foi confirmada.
O primeiro caso suspeito da doença foi notificado no dia 22 de agosto e confirmado posteriormente pelo IEC. Os sintomas foram identificados em uma paciente adulta que havia acabado de retornar do país vizinho.
O segundo caso era sobrinho da primeira paciente, no entanto, os familiares não permitiram a coleta de sangue para análise, e deste modo, a doença foi confirmada por vínculo epidemiológico.
Os dados mais recentes do Ministério da Saúde apontam para 16 casos autóctones (contraídos dentro do próprio país) da febre chikungunya no Brasil e outros 37 casos importados, de pessoas que contraíram a doença em viagens a outros países.
Roraima está na iminência de um surto para chikungunya e dengue. Isso porque para que ocorra a febre são necessários três fatores, todos eles presentes no Estado: a existência do vírus, o mosquito vetor (Aedes aegypti e Aedes albopictus) e uma pessoa suscetível. Estima-se a existência de mais de 488 mil pessoas nunca tiveram contato com a febre chik.
O fator mais preocupante é o índice de infestação, pois, de acordo com o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), 44 bairros de Boa Vista apresentam alto risco de infestação pelo mosquito.
Há bairros que ultrapassam índice de infestação de 21% quando o ideal é menos de 1%.
Entre os municípios, oito estão na faixa considerada de alto risco e os demais na faixa de médio risco, sendo apenas um com índice considerado aceitável.
Todos estes fatores agregados foram um cenário favorável a ocorrência de uma epidemia tanto de dengue quanto de chikungunyua, uma vez que as duas doenças são transmitidas pelo mesmo vetor.
NOTA TÉCNICA
Diante do quadro preocupante, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) expediu uma nova nota técnica com medidas de prevenção e controle de transmissão da febre chikungunya, baseadas em ações que busquem a redução da população de vetores.
O documento, entregue a todos os municípios, recomenda que as Secretarias Municipais de Saúde se organizem para desenvolver as ações imediatas para redução da infestação.
Um dos gargalos no combate às doenças é que o número de agentes de endemias nos municípios tem sido insuficiente para garantir as ações de visitas domiciliares pelos municípios.
O gerente do Núcleo de Combate à Dengue e Febre Amarela (NCDFA), Joel Lima, pontuou que os municípios deverão acionar a Sesau, através de solicitação formal, quando não puderem realizar as ações de controle vetorial de forma adequada, seja por incapacidade financeira, operacional ou técnica.
"A Sesau vai monitorar a execução das recomendações e, ao constar o não cumprimento, poderá passar a executar parcialmente ou integralmente as ações de competência municipal, podendo se utilizar de mecanismos legais para financiamento destas ações", pontuou.
Paralelamente a isso, a Sesau está articulando com parceiro, a realização de uma ação por toda a cidade de Boa Vista, para a retirada mecânica dos possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre chikungunya nos primeiros dias de outubro.
A ação vai envolver atores da saúde municipal e estadual e outras instituições, como Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e, possivelmente, as Forças Armadas.
A exemplo dos três primeiros casos, a doença foi importada da Venezuela. Todos os casos registrados até então são de pacientes residentes no bairro Cidade Satélite.
O caso mais recente foi registrado em uma paciente adulta do sexo feminino, mãe de uma criança de dois anos que também foi diagnosticada com a doença.
Os dois pacientes estiveram na Venezuela, e após oito dias do retorno, apresentaram os sintomas e começaram a ser investigados imediatamente até que na última quinta-feira a hipótese diagnóstica foi confirmada.
O primeiro caso suspeito da doença foi notificado no dia 22 de agosto e confirmado posteriormente pelo IEC. Os sintomas foram identificados em uma paciente adulta que havia acabado de retornar do país vizinho.
O segundo caso era sobrinho da primeira paciente, no entanto, os familiares não permitiram a coleta de sangue para análise, e deste modo, a doença foi confirmada por vínculo epidemiológico.
Os dados mais recentes do Ministério da Saúde apontam para 16 casos autóctones (contraídos dentro do próprio país) da febre chikungunya no Brasil e outros 37 casos importados, de pessoas que contraíram a doença em viagens a outros países.
Roraima está na iminência de um surto para chikungunya e dengue. Isso porque para que ocorra a febre são necessários três fatores, todos eles presentes no Estado: a existência do vírus, o mosquito vetor (Aedes aegypti e Aedes albopictus) e uma pessoa suscetível. Estima-se a existência de mais de 488 mil pessoas nunca tiveram contato com a febre chik.
O fator mais preocupante é o índice de infestação, pois, de acordo com o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), 44 bairros de Boa Vista apresentam alto risco de infestação pelo mosquito.
Há bairros que ultrapassam índice de infestação de 21% quando o ideal é menos de 1%.
Entre os municípios, oito estão na faixa considerada de alto risco e os demais na faixa de médio risco, sendo apenas um com índice considerado aceitável.
Todos estes fatores agregados foram um cenário favorável a ocorrência de uma epidemia tanto de dengue quanto de chikungunyua, uma vez que as duas doenças são transmitidas pelo mesmo vetor.
NOTA TÉCNICA
Diante do quadro preocupante, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) expediu uma nova nota técnica com medidas de prevenção e controle de transmissão da febre chikungunya, baseadas em ações que busquem a redução da população de vetores.
O documento, entregue a todos os municípios, recomenda que as Secretarias Municipais de Saúde se organizem para desenvolver as ações imediatas para redução da infestação.
Um dos gargalos no combate às doenças é que o número de agentes de endemias nos municípios tem sido insuficiente para garantir as ações de visitas domiciliares pelos municípios.
O gerente do Núcleo de Combate à Dengue e Febre Amarela (NCDFA), Joel Lima, pontuou que os municípios deverão acionar a Sesau, através de solicitação formal, quando não puderem realizar as ações de controle vetorial de forma adequada, seja por incapacidade financeira, operacional ou técnica.
"A Sesau vai monitorar a execução das recomendações e, ao constar o não cumprimento, poderá passar a executar parcialmente ou integralmente as ações de competência municipal, podendo se utilizar de mecanismos legais para financiamento destas ações", pontuou.
Paralelamente a isso, a Sesau está articulando com parceiro, a realização de uma ação por toda a cidade de Boa Vista, para a retirada mecânica dos possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre chikungunya nos primeiros dias de outubro.
A ação vai envolver atores da saúde municipal e estadual e outras instituições, como Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e, possivelmente, as Forças Armadas.
Por Yana Lima/ Portal da secretaria de saúde do estado de Roraima | 21 às 15:10 - Atualizada em 21/ às 21:00
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| Reprodução/internet |
Existem quatro variações do vírus que causa a dengue (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4) e na última epidemia registrada em Roraima, no ano de 2010, houve a reintrodução do tipo 4, e desde então, circulavam três tipos do vírus. Isso porque, 2008 foi o último ano de registro do DENV3. Um fato que chama a atenção é que recentemente foi identificado o tipo 3 em uma paciente oriunda da Venezuela, que foi internada no Hospital Geral de Roraima (HGR).
A situação chama a atenção não pelo vírus em si, que não é mais nem menos perigoso que os outros tipos, mas pela entrada em ação de mais uma variação do micro-organismo. Quem já teve dengue causada por um tipo do vírus não registra um novo episódio da doença com o mesmo tipo. Ou seja, quem já teve dengue devido ao tipo 1 só pode ter novamente se ela for causada pelos tipos 2, 3 ou 4, portanto, uma pessoa só pode ter dengue até quatro vezes.
Dessa forma, quanto mais vírus estiverem em circulação, maior a probabilidade de haver uma infecção. “Desde 2009 [quando o tipo 3 havia deixado de circular] nasceram mais de 53 mil crianças, que nunca tiveram contato com o tipo da doença, se tornando um público mais suscetível à dengue”, explicou o diretor interino do Departamento Estadual de Vigilância Epidemiológica (DVE), Joel Lima.
A forma grave da doença também pode ocorrer em quem tem a doença pela primeira vez, no entanto, cada vez que uma pessoa tem dengue, aumenta o risco de ter a forma hemorrágica, o quadro mais grave da doença. Isso acontece porque, quando o organismo já tem anticorpos de um tipo, facilita a entrada de outro vírus na célula sanguínea.
Nos últimos dois anos foram registrados apenas três casos de dengue com complicação (um em 2012 e dois casos em 2013). Apesar do nome "dengue hemorrágica", o principal perigo da doença não são os sangramentos, mas sim a pressão arterial muito baixa.
Uma das hipóteses para não estar havendo alta transmissão da dengue, apesar da alta incidência de focos do mosquito Aedes aegypti no Estado, é o chamado "esgotamento de suscetíveis", uma barreira imunitária devido à grande quantidade de pessoas infectadas. É justamente este o grande risco de uma epidemia do novo vírus, o chikungunya. Com a falta desta barreira imunitária para a doença, toda a população local está suscetível.
AÇÕES DE CONTROLE
Por mais ações que o poder público possa executar, a maneira mais eficaz é que a população procure acabar com os criadouros dos mosquitos. “Se a população tirar cinco minutos do seu dia para fazer uma breve análise do seu quintal, já está fazendo sua parte”, pontuou Lima.
O Aedes aegypti é um mosquito doméstico, que vive dentro ou nas proximidades das habitações. O único modo possível de evitar ou reduzir a duração de uma epidemia e impedir a introdução de um novo tipo do vírus do dengue é a eliminação dos transmissores.
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