alerta
Por Agência Brasil | 15 - Atualizada em 15/1 às 17:03
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| A FEBRE chikungunya é causada por um vírus do gênero Alphavirus e transmitida por mosquitos do gênero Aedes |
Com o aumento do número de infectados, o Ministério da Saúde adotou o critério clínico-epidemiológico para a confirmação da febre chikungunya nas localidades onde está havendo transmissão
BELO HORIZONTE -
Minas Gerais é o terceiro estado a registrar casos de transmissão da febre chikungunya. Até a semana passada, apenas a Bahia, com 156 casos, e o Amapá, com 17, tinham casos de contaminação pelo vírus dentro do próprio estado. Apesar de serem esses os números confirmados, ao todo são cerca de 800 suspeitas de contaminação pelo vírus nos dois estados.
O primeiro caso da doença em Minas foi confirmado nesta semana em uma mulher de 48 anos, moradora do município de Matozinhos, região metropolitana de Belo Horizonte. Amostras de outros cinco pacientes estão sendo analisadas para confirmação ou descarte da doença.
Com o aumento do número de infectados, o Ministério da Saúde adotou, na semana passada, o critério clínico-epidemiológico para a confirmação da febre chikungunya nas localidades onde está havendo transmissão. Isso significa que o sistema de saúde vai considerar os sintomas apresentados e a proximidade do paciente com pessoas que já contraíram a doença, sem que haja a necessidade de confirmação do exame. Onde não há os primeiros casos originários de chikungunya, a comprovação continua sendo por meio do exame de laboratório.
A febre chikungunya é causada por um vírus do gênero Alphavirus e transmitida por mosquitos do gênero Aedes, o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, os mesmos transmissores da dengue. Passados os sintomas, o paciente deixa de transmitir a doença.
Febre, dores nas articulações, mal-estar, são sintomas comuns entre a dengue e a chikungunya. A diferença é que, na chikungunya, as dores nas articulações podem ser mais fortes. Os sintomas devem ser cuidados com medicação para conter a febre — paracetamol — e para dores articulares, geralmente anti-inflamatórios. Além disso, é recomendado repouso absoluto ao paciente, que deve beber água constantemente.
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), é raro um paciente morrer em decorrência da doença. A mortalidade é menos frequente que nos casos de dengue. Além dos casos transmitidos dentro do Brasil, ocorreram 38 casos de pessoas que foram contaminadas fora do País.
Por Campo Grande News / CH | 07 - Atualizada em 07/1 às 11:53
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| Elza afirmou que nunca ouviu falar sobre a doença (Foto: Marcos Ermínio) |
Com sete casos identificados em Estados fronteiriços com Mato Grosso do Sul, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) alertou para o risco da entrada da febre Chikungunya no Estado. Como é uma doença transmitida pelo mesmo mosquito que a dengue, a secretaria colocou 32 municípios em estado de vigilância epidemiológica, já que possuem a incidência da doença.
Conforme a diretora-geral de Vigilância de Saúde da SES, Bernadete Lewandowski, as ações para conter a nova doença começaram há muito tempo no Estado, agora eles realizam somente um vigilância epidemiológica nos municípios. “Nós fizemos um mapeamento e estamos em vigilância em 32 municípios, que tem a maior incidência de dengue”, revelou.
Ela ainda apontou que a secretaria está realizando um levantamento para saber qual mosquito Aedes Aegypti e Aedes Albopictus poderá transmitir a doença para Mato Grosso do Sul.
A doença se assemelha a dengue no tratamento e sintomas, por isso, conforme a diretora-geral, as mesmas ações são validas para a Chikungunya. “O que temos que fazer é controlar e eliminar os criadouros do mosquito”, cobrou Bernadete.
“A doença já entrou no Brasil e pode vir para cá. O mosquito passeia. Ele não conhece fronteira, não conhece barreira”, comentou a diretora-geral de Vigilância de Saúde da SES.
Mesmo com o Estado em alerta, os campo-grandenses ainda desconhecem a febre Chikungunya. “Nunca ouvi falar. Até pensei que poderia ser uma marca”, disse o segurança Alisson Luiz de Souza, 19 anos.
A estudante Bruna Abreu, 21, também não soube dizer o que seria a Chikungunya, mas o amigo, o publicitário colombiano Sebastian Garcia, 25, contou que já soube da doença pela internet. “É uma doença nova que está chegando ao Brasil”, apontou.
A autônoma Elza Barra, 38, também assumiu que para ela a doença é um mistério. “Já ouvi falar de muitas doenças, mas essa nunca ouvi falar”, assegurou.
Bernadete admitiu que nenhuma campanha está sendo feita para divulgar a doença, somente matérias para jornais, mas “se tiver necessidade, vamos começar a falar mais”.
Doença – A febre Chikungunya pode se assemelhar muito a dengue, porém um dos sintomas mais característicos da doenças são as fortes dores nas articulações. O período também é diferente, permanecendo por dias e até um ano.
Assim como acontece com a dengue, não há medicamento que previna ou combata a febre chikungunya, sendo assim, a saída encontrada pelos médicos são os remédios que diminuem a dor.
Assim como acontece com a dengue, não há medicamento que previna ou combata a febre chikungunya, sendo assim, a saída encontrada pelos médicos são os remédios que diminuem a dor.
As velhas orientações já decoradas por muitos sul-mato-grossenses para evitar a proliferação do mosquito da dengue precisam mais do que nunca serem colocadas em prática. Não deixar água acumulada, cuidar das caixas de água e olhar os vasos das plantas são algumas das ações.
Casos – O número de contaminados pelo vírus da chikungunya já chegou a 79 no Brasil, deste número, sete foram localizados em Estados na divisa com o Mato Grosso do Sul.
De acordo com o boletim emitido pelo Ministério da Saúde, dos 79 casos registrados no Brasil, até o dia 27 de setembro, 38 foram de pessoas que viajaram para países com a transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa.
Os Estados do Paraná, com dois casos, São Paulo, 17, Goiás, um, e o Distrito Federal, com duas notificações, que fazem fronteira com Mato Grosso do Sul já foram infectados pela doença. O Amazonas, Amapá, Maranhão, Pará, Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul também receberam notificações da doença.
As outras 41 pessoas com casos confirmados, oito no Amapá e 33 na Bahia, foram infectadas no Brasil e não tiveram registro de viagens para o exterior.
Por SES/ES | 25 às 16:38 - Atualizada em 25/ às 21:46
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| Reprodução/internet |
A equipe da brigada Itinerante visitou 63.362 imóveis.
O trabalho de combate à Dengue não pode parar. A Brigada Itinerante, considerada a tropa de elite para eliminar o Aedes aegypti, é um trabalho em parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), com as Secretarias Municipais, e que dá todo o suporte para eliminar o vetor transmissor da doença. Através dela, os agentes de endemias vão até às residências e aos terrenos baldios, para detectar possíveis focos da dengue, e orientam os munícipes sobre os cuidados e a prevenção.
De janeiro a agosto de 2014, a Brigada Itinerante já visitou os municípios de Divina Pastora, Capela, São Domingos, Pedrinhas, Carira, Itabaiana, Aracaju, São Cristóvão, Laranjeiras, Itaporanga, Salgado, Pinhão, Japaratuba, Barra dos Coqueiros, Rosário do Catete, Maruim e Siriri. A equipe visitou 63.362 imóveis. No período, foram destruídos 84.962 focos da doença. 16.926 criadouros receberam a aplicação de larvicida. Este ano, 94 escolas já receberam a visita dos profissionais que palestraram para 17.897 alunos.
"Antes da Brigada Itinerante entrar em ação no município, o gestor local identifica quais são as áreas prioritárias que precisam ser trabalhadas. Paralelo a isso, eles divulgam aos seus munícipes a presença da Brigada para que abram suas casas e não escondam se houver possíveis criadouros. A Brigada Itinerante leva saúde para a família e para a localidade.
A equipe também desenvolve trabalhos em feiras livres e nas escolas para mobilizar através da educação, disponibilizando conteúdo informativo, explicando sobre a doença e a importância da prevenção. É um trabalho contínuo", afirma José Bastos, coordenador de Prevenção e Promoção à Saúde da Funesa, órgão responsável pela Brigada Itinerante Estadual.
No próximo mês de setembro, a Brigada Itinerante passará pelos municípios de Itabaiana, Pirambu, Nossa Senhora da Glória, Pinhão, Malhador e Simão Dias.
"O cuidado para combater o surgimento de criadouros e a proliferação do Aedes aegypti é constante. Eles estão em depósitos domiciliares, no lixo doméstico, em ralos, calhas, vasos de planta, copos descartáveis. Uma simples casca de ovo abandonada pode acumular as larvas do mosquito. É preciso que todos fiquem atentos, também, às chuvas alternadas com temperaturas elevadas. As chuvas à noite e sol forte ao longo do dia tornam o ambiente propício à proliferação do mosquito", explica Sidney Sá, coordenadora do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde.
Fumacê
Além dos agentes da Brigada Itinerante, o Carro Fumacê (Ultra Baixo Volume) também é um grande aliado. Ele atua especificamente na eliminação das fêmeas do Aedes aegypti e deve ser usado somente para bloqueio de transmissão de casos de Dengue e para controle da doença.
Este ano, 13 municípios já receberam a aplicação do Carro Fumacê: Aracaju, São Cristóvão, Umbaúba, Itabaianinha, Ilha das Flores, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro, Salgado, Tobias Barreto, Itaporanga, Nossa Senhora da Glória, Aquidabã e Porto da Folha.
"O Carro Fumacê compõe um conjunto de atividades emergenciais e deve ser aliado às demais ações de controle feitas pelos agentes de saúde dos municípios. É de responsabilidade das Vigilâncias Municipais realizar ações de controle focal, de destruição e de tratamento do foco dos mosquitos, além de informar ao Estado os casos suspeitos, notificados e confirmados", reforça Sidney Sá.
Ainda segundo a coordenadora, o combate à Dengue é um dever de toda a comunidade . "Os munícipes precisam contribuir eliminando os criadouros do mosquito em suas residências, nos sítios, etc. Já os municípios precisam fazer a busca ativa e ir até o caso suspeito, além da limpeza adequada de ruas, canais, praças, cemitérios, o recolhimento correto e regular do lixo", complementa Sidney Sá.
Pelo Brasil
As ações de combate à Dengue acontecem em todo o Brasil. No final de 2013, foram destinados recursos de R$363,4 milhões direto para os municípios brasileiros. São recursos destinados para vigilância, prevenção e controle da doença. Além disso, estados e municípios receberam 100 mil kg de larvicida (produto para matar a larva do mosquito), 227 mil litros de adulticida (inseticida para matar o mosquito) e 10,4 mil kits para diagnóstico.
Por Estadão Conteúdo | 10 - Atualizada em 11 às 17:27
O pesquisador do Instituto Leônidas e Maria Deane, Felipe Naveca, alerta para os impactos da possível chegada ao Brasil do arbovírus chikungunya. Naveca explicou que os casos notificados foram "importados", ou seja, as pessoas infectaram-se nos países onde o vírus circula e adoeceram quando voltaram para o País. Sua transmissão se dá por meio dos mosquitos Aedes aegypti e pelo Aedes albopictus, os mesmos vetores da dengue.
Entre os casos estão os de seis militares brasileiros que estiveram no Haiti e, ao retornarem ao Brasil, desenvolveram os sintomas. Todos foram diagnosticados pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.
Entre os casos estão os de seis militares brasileiros que estiveram no Haiti e, ao retornarem ao Brasil, desenvolveram os sintomas. Todos foram diagnosticados pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.
— Até o momento, não há registro oficial da circulação do chikungunya no País. Como temos casos em países vizinhos é praticamente impossível impedir a sua entrada no Brasil. Em alguns locais, onde circulou este vírus, foi muito alta a taxa da população infectada.
O pesquisador avalia que, se houver uma epidemia no Brasil, podem ocorrer importantes impactos, dentre eles econômico, pois a pessoa que for acometida pela febre chikungunya terá dificuldade para se recuperar e será obrigada a se afastar do trabalho por um longo tempo. Para impedir a disseminação da doença seria necessário intensificar as ações de combate aos vetores (Aedes aegypti e Aedes albopictus).
Os sintomas são parecidos com os da dengue e manifestam-se entre três a 12 dias após ser infectado pelo arbovírus. O paciente infectado apresenta febre muito alta (acima de 39°C), náuseas, vômitos, intensas dores nas articulações (artralgia) e na cabeça (cefaleia), além de erupções cutâneas (exantema). Em muitos casos, a artralgia pode durar meses e algumas pessoas podem desenvolver casos atípicos (manifestações dermatológica, ocular, cardiovascular, renal e neurológica).
O tratamento é apenas de suporte em que o médico monitora os sintomas do paciente, faz a hidratação e medica com analgésicos. Caso ocorra uma epidemia no Brasil, as unidades de assistência à saúde deverão estar preparadas para minimizar o impacto da doença na população.
O pesquisador avalia que, se houver uma epidemia no Brasil, podem ocorrer importantes impactos, dentre eles econômico, pois a pessoa que for acometida pela febre chikungunya terá dificuldade para se recuperar e será obrigada a se afastar do trabalho por um longo tempo. Para impedir a disseminação da doença seria necessário intensificar as ações de combate aos vetores (Aedes aegypti e Aedes albopictus).
Os sintomas são parecidos com os da dengue e manifestam-se entre três a 12 dias após ser infectado pelo arbovírus. O paciente infectado apresenta febre muito alta (acima de 39°C), náuseas, vômitos, intensas dores nas articulações (artralgia) e na cabeça (cefaleia), além de erupções cutâneas (exantema). Em muitos casos, a artralgia pode durar meses e algumas pessoas podem desenvolver casos atípicos (manifestações dermatológica, ocular, cardiovascular, renal e neurológica).
O tratamento é apenas de suporte em que o médico monitora os sintomas do paciente, faz a hidratação e medica com analgésicos. Caso ocorra uma epidemia no Brasil, as unidades de assistência à saúde deverão estar preparadas para minimizar o impacto da doença na população.
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