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Por Rádio Capital | 19/11/2014 - Atualizada em 19/11/2014 às 22:30
Com a chegada do período de chuvas e calor, a Prefeitura de São Paulo reforçou o trabalho dos 2.500 agentes de zoonoses em toda cidade. Este foi um ano de aumento da dengue em todo o Estado, e a mobilização das pessoas para o combate à doença continua sendo um dos pontos fundamentais.
O prefeito Fernando Haddad falou sobre a importância do engajamento de cada um no enfrentamento da dengue nesta terça-feira (18), antes de visita ao Instituto Butantan para conhecer o trabalho em torno do desenvolvimento de uma vacina para a doença. “Não há como combater a dengue sem o engajamento de cada um de nós porque não há vacina. Aliás, a boa notícia é que eu até estou me deslocando para o Instituto Butantan, que é um dos principais institutos que produzem medicamento no Brasil, sobretudo vacinas, e que desenvolve uma vacina para dengue que está em teste”, afirmou.
O prefeito falou sobre os desafios para o próximo ano, já que provavelmente a nova vacina só esteja disponível, segundo o Butantan, a partir de 2016. “Então, até lá, todo cuidado é pouco e todo mundo conhece: o mosquito se prolifera em água parada, portanto nós temos que tomar muito cuidado com a crise hídrica e com o surto que houve no Estado em 2014. O estado de São Paulo foi tomado pela dengue e a cidade de Campinas sofreu agudamente com a crise; então, se nós não quisemos viver em São Paulo 2015 o que Campinas viveu em 2014, nós temos que cuidar; você pode armazenar [água], mas jamais sem cobrir o recipiente que está armazenando a água”, alertou Haddad.
Dados da Secretaria Estadual da Saúde apontam 188.922 casos confirmados até o momento em todo o estado.Na capital, até a semana epidemiológica 44 (1º de novembro), foram registrados 27.721 casos autóctones (contraídos no município). Do total de casos da doença na cidade de São Paulo, 98,6% ocorreram no primeiro semestre de 2014, com 12 óbitos. No segundo semestre, a incidência despencou - de 21 de setembro a 13 de novembro, por exemplo, o município registrou apenas 36 casos.
A taxa de incidência na cidade, considerando o ano todo, é de 246,3 casos para cada 100 mil habitantes, considerada média* pelo Ministério da Saúde. As regiões oeste e parte da norte – que fazem divisa com os municípios de Osasco, Mairiporã e Guarulhos, cidades que também apresentaram aumento da doença – foram as que registraram maior número de casos. Desde julho, o município já está em fase de baixa transmissão.
Prevenção
É importante a população estar atenta aos cuidados com o mosquito Aedes aegypti, que transmite não apenas a dengue como também a febre chikungunya. Os sintomas são parecidos: febre alta, dor de cabeça, dor no corpo e mal-estar. Porém, no caso da febre chikungunya, as dores nas articulações podem durar até seis meses.
A Secretaria Municipal de Saúde adotou duas novas estratégias para o combate às doenças. Aportaria 2.286/2014, de 5 de novembro deste ano, estabelece que os serviços públicos e privados de saúde devem realizar, em até 24horas, a notificação compulsória dos casos suspeitos. A Secretaria publicará ainda na próxima semana uma portaria que cria comitês locais de prevenção em cada uma das subprefeituras, para fortalecer o contato com a comunidade e o trabalho integrado nas ações de campo.
A dengue está mais associada ao calor e à água limpa do que simplesmente chuva, porque qualquer pequena coleção de água, desde uma tampinha de garrafa a um prato de vaso onde é estancada a água pode ser um criadouro. Na avaliação de técnicos da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), esses fatores ajudam a explicar o crescimento de casos neste ano: o forte e intenso calor, que perdurou até meados de abril, mesmo com período de chuvas menor.
“A dengue tem esta tendência de repiques a cada dois ou três anos. O município registrou 5.866 casos em 2010, nos anos seguintes houve uma redução e, neste ano, o Estado de São Paulo registrou um aumento da dengue, também pela própria natureza da evolução do mosquito e do próprio vírus”, explica a médica e coordenadora da Covisa, Wilma Morimoto.
A dengue é uma doença sazonal, ocorrendo no primeiro semestre a maior parte dos casos da doença. Os meses de março a abril acabam por registrar, historicamente, 50% dos casos do município.
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| Foto: Site da Prefeitura de São Paulo |
Com a chegada do período de chuvas e calor, a Prefeitura de São Paulo reforçou o trabalho dos 2.500 agentes de zoonoses em toda cidade. Este foi um ano de aumento da dengue em todo o Estado, e a mobilização das pessoas para o combate à doença continua sendo um dos pontos fundamentais.
O prefeito Fernando Haddad falou sobre a importância do engajamento de cada um no enfrentamento da dengue nesta terça-feira (18), antes de visita ao Instituto Butantan para conhecer o trabalho em torno do desenvolvimento de uma vacina para a doença. “Não há como combater a dengue sem o engajamento de cada um de nós porque não há vacina. Aliás, a boa notícia é que eu até estou me deslocando para o Instituto Butantan, que é um dos principais institutos que produzem medicamento no Brasil, sobretudo vacinas, e que desenvolve uma vacina para dengue que está em teste”, afirmou.
O prefeito falou sobre os desafios para o próximo ano, já que provavelmente a nova vacina só esteja disponível, segundo o Butantan, a partir de 2016. “Então, até lá, todo cuidado é pouco e todo mundo conhece: o mosquito se prolifera em água parada, portanto nós temos que tomar muito cuidado com a crise hídrica e com o surto que houve no Estado em 2014. O estado de São Paulo foi tomado pela dengue e a cidade de Campinas sofreu agudamente com a crise; então, se nós não quisemos viver em São Paulo 2015 o que Campinas viveu em 2014, nós temos que cuidar; você pode armazenar [água], mas jamais sem cobrir o recipiente que está armazenando a água”, alertou Haddad.
Dados da Secretaria Estadual da Saúde apontam 188.922 casos confirmados até o momento em todo o estado.Na capital, até a semana epidemiológica 44 (1º de novembro), foram registrados 27.721 casos autóctones (contraídos no município). Do total de casos da doença na cidade de São Paulo, 98,6% ocorreram no primeiro semestre de 2014, com 12 óbitos. No segundo semestre, a incidência despencou - de 21 de setembro a 13 de novembro, por exemplo, o município registrou apenas 36 casos.
A taxa de incidência na cidade, considerando o ano todo, é de 246,3 casos para cada 100 mil habitantes, considerada média* pelo Ministério da Saúde. As regiões oeste e parte da norte – que fazem divisa com os municípios de Osasco, Mairiporã e Guarulhos, cidades que também apresentaram aumento da doença – foram as que registraram maior número de casos. Desde julho, o município já está em fase de baixa transmissão.
Prevenção
É importante a população estar atenta aos cuidados com o mosquito Aedes aegypti, que transmite não apenas a dengue como também a febre chikungunya. Os sintomas são parecidos: febre alta, dor de cabeça, dor no corpo e mal-estar. Porém, no caso da febre chikungunya, as dores nas articulações podem durar até seis meses.
A Secretaria Municipal de Saúde adotou duas novas estratégias para o combate às doenças. Aportaria 2.286/2014, de 5 de novembro deste ano, estabelece que os serviços públicos e privados de saúde devem realizar, em até 24horas, a notificação compulsória dos casos suspeitos. A Secretaria publicará ainda na próxima semana uma portaria que cria comitês locais de prevenção em cada uma das subprefeituras, para fortalecer o contato com a comunidade e o trabalho integrado nas ações de campo.
A dengue está mais associada ao calor e à água limpa do que simplesmente chuva, porque qualquer pequena coleção de água, desde uma tampinha de garrafa a um prato de vaso onde é estancada a água pode ser um criadouro. Na avaliação de técnicos da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), esses fatores ajudam a explicar o crescimento de casos neste ano: o forte e intenso calor, que perdurou até meados de abril, mesmo com período de chuvas menor.
“A dengue tem esta tendência de repiques a cada dois ou três anos. O município registrou 5.866 casos em 2010, nos anos seguintes houve uma redução e, neste ano, o Estado de São Paulo registrou um aumento da dengue, também pela própria natureza da evolução do mosquito e do próprio vírus”, explica a médica e coordenadora da Covisa, Wilma Morimoto.
A dengue é uma doença sazonal, ocorrendo no primeiro semestre a maior parte dos casos da doença. Os meses de março a abril acabam por registrar, historicamente, 50% dos casos do município.
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