combate
Por Cesar Baima e Antonella Zugliani / O Globo | 24às 10:00 - Atualizada em 24/ às 22:15
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| Diagrama mostra como a bactéria se espalha entre os mosquitos transmissores da dengue |
10 mil mosquitos serão liberados toda semana em bairro do Rio de Janeiro.
Nesta primeira fase de testes, cerca de 10 mil mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia serão liberados semanalmente pelos pesquisadores no bairro de Tubiacanga, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. O número de mosquitos é similar aos protocolos dos experimentos feitos na Austrália, onde os testes já foram concluídos em várias localidades. As liberações acontecerão durante três a quatro meses, de acordo com a avaliação dos cientistas sobre a capacidade dos mosquitos com a bactéria natural de se estabelecerem no meio ambiente e se reproduzirem com os mosquitos que já existem no local, principais objetivos desta etapa inicial.
- Estamos diante de uma estratégia científica inovadora e segura, que poderá contribuir para o controle da dengue e para a melhoria da saúde da população – avalia Luciano Moreira, pesquisador da Fiocruz e líder do projeto no Brasil, que lembra que, uma vez no ambiente, os insetos contaminados com a bactéria a transmitem naturalmente para as gerações seguintes de mosquitos, tendo efeito parcial sobre a transmissão de chikungunya e febre amarela. - Assim, o método se torna autossustentável: os mosquitos com Wolbachia predominam sem que precisemos soltar constantemente mais mosquitos com a bactéria.
Cerca de 60% dos insetos no mundo, como o famoso pernilongo, têm presentes a Wolbachia, não existindo evidências de qualquer risco da bactéria para a saúde humana ou para o ambiente, garantem os pesquisadores. Ela pode ser transmitida apenas de mãe para filho, no processo de reprodução dos mosquitos, e não durante a picada do Aedes em um ser humano, por exemplo.
Moreira cita como outro exemplo da segurança do método o fato de que membros da equipe do programa na Austrália se voluntariaram para alimentar uma colônia de mosquitos com Wolbachia usando seus próprios braços.
- Eles foram picados centenas de milhares de vezes sem qualquer reação - diz.
MÉTODO ESTARÁ NO MERCADO ESTE ANO
A autossustentabilidade do método com a Wolbachia é apontada como uma das suas principais vantagens frente a outras alternativas que também usam o próprio mosquito transmissor da dengue para combater a doença. Entre estas opções está uma desenvolvida pela empresa britânica Oxitec e testada com sucesso em dois municípios baianos, no qual insetos machos geneticamente modificados para terem uma disfunção metabólica são soltos no ambiente. Ao cruzarem com fêmeas selvagens, os mosquitos transgênicos transmitem o defeito para a prole, que morre ainda na fase de larva, reduzindo assim a população de Aedes aegypti na área.
O método da Oxitec já recebeu o aval da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) em abril passado e deverá estar disponível comercialmente até o fim deste ano. Para funcionar, no entanto, ele exige a constante liberação de novos insetos modificados no ambiente, o que não seria necessário no caso dos mosquitos com a Wolbachia. Mas o experimento com mosquitos contaminados realizado em uma ilha no Vietnã verificou que com o tempo sua proporção no ambiente começa a cair, o que também demandaria uma periódica liberação de mais insetos com a bactéria para que ela se mantenha em níveis considerados eficazes para prevenção da dengue, de cerca de 80%.
Segundo a Fiocruz, para diminuir o incômodo da população de Tubiacanga com a liberação dos mosquitos em seu bairro, os pesquisadores, em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, realizaram uma etapa chamada de supressão dos criadouros. O objetivo foi reduzir a quantidade de Aedes aegypti na região por meio da eliminação de criadouros confirmados do inseto e, assim, fazer com que o número total de mosquitos na área não sofra alteração.
- Buscamos com esta medida diminuir o desconforto para os moradores de Tubiacanga, que sempre apoiaram esta iniciativa científica – conta Moreira. - Ao nos aproximarmos do início dos estudos em campo, as ações de relacionamento com os moradores de Tubiacanga foram intensificadas para que fossem devidamente informados de todas as atividades. Somos extremamente gratos a essas pessoas que recebem toda semana nossas equipes em suas casas, contribuindo para um projeto que busca o benefício coletivo.
Além de Tubiacanga, o projeto vai se alastrar para Urca e Vila Valqueire, no Rio, e para Jurujuba, em Niterói. Dentre os fatores de escolha para os locais, está a ocorrência de mosquito o ano todo.
- A gente queria regiões que registrassem casos de dengue. Além disso, pensamos em uma diversidade socioeconômica e ambiental de locais onde o mosquito tivesse capacidade de se estabelecer. Todos esses locais são diferentes entre si - explica o responsável pela pesquisa.
- Atualizada em 02/ às 17:37
Esteve hoje ( 02), dois representantes da 7º CRES - Aracati apresentando aos agentes de Endemias de Icapuí, o novo larvicida que será utilizado para combater o aedes em Icapuí. Foram tiradas várias dúvidas a respeito de como seria utilizado esse novo larvicida, quais as doses recomendas para o uso e também sobre a eficacia do novo produto.
O Pyriproxifen tem recomendação do WHO Pesticide Evaluation Schemme-WHOPES para seu uso como larvicida e avaliação do GDWQ/OMS (Guias para avaliação da água potável), grupo de estudo no âmbito do Programa Internacional de Segurança Química - IPCS que, dentre outras atividades, autoriza produtos para uso em água potável.
Pyriproxifen pertence ao grupo químico éter piridiloxipropilico e é um análogo de hormônio juvenil ou juvenóide, ou seja, ele irá inibir o desenvolvimento das características adultas do inseto (por exemplo, asas, maturação dos órgãos reprodutivos e genitália externa),
mantendo-o com aspecto 'imaturo" (ninfa ou larva).
Durante o estágio larvário o hormônio juvenil também está presente, sendo sua produção interrompida ao final do 4º estágio larvário, quando a atuação do pyriproxifen é mais notada.
Portanto, em campo se verifica o efeito de prolongação do tempo que o vetor se mantém como larva que pode chegar até 20 dias. Esse produto tem pouco efeito sobre mortalidade de larvas, sendo seu efeito de mortalidade verificado em pupas e na inibição de emergência do adulto.
Aspectos toxicológicos (saúde humana e meio ambiente)
Após revisão da literatura científica disponível , o GDWQ - IPCS (Guidelines for Drinking Water Quality- International Programe on Chemical Safety) considerou o produto seguro para uso no controle do vetor Aedes aegypti, inclusive em água de consumo humano.
Por Agência Belém | 04 - Atualizada em 04 às 23:51
A ação começa nesta sexta-feira, 04, e termina no dia 27 deste mês
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| Foto: arquivo Comus |
A ação começa nesta sexta-feira, 04, e termina no dia 27 deste mês
Com a chegada do verão e das férias escolares, muitas famílias migram para os balneários para curtir a época. As casas de veraneio, que ficam fechadas quase o ano todo, são abertas e é este o momento ideal para que os agentes de combate às endemias da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) possam entrar nesses locais e verificar se há criadouro do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue.
A ação faz parte da Operação Verão 2014 da Sesma e organizado pelo Departamento de Vigilância à Saúde (Devs). Com o mote “Não dê tempo para a dengue”, a campanha visa combater o índice de infestação do Aedes aegypti nos distritos de Mosqueiro e Outeiro. “Esses balneários apresentam maior circulação de pessoas neste período, sendo necessária a criação de estratégias de trabalho para reduzir as pendências dos imóveis não vistoriados na rotina dos agentes da Sesma por estarem fechados”, explica Orliuda Bezerra, diretora do Devs.
Durante as visitas serão feitas ações educativas, inspeções e identificações de criadouros e coletas de larvas e/ou pupas para análise em laboratório. “O trabalho será feito durante todos finais de semana de julho, pois é um momento oportuno para que as ações de prevenção e controle da doença sejam focalizadas nesses dois distritos, considerando os imóveis que estarão abertos neste período e o contingente de pessoas que serão alcançadas nestas ilhas. Nossa expectativa é a redução dos índices de infestação do mosquito da dengue”, reforça Orliuda.
A ação começa nesta sexta-feira, 04, e termina no dia 27 deste mês. Cerca de 50 servidores estão envolvidos neste trabalho. De acordo com a diretora do Devs, os domicílios visitados também passarão pela Pesquisa Vetorial Especial (PVE), para averiguação de casos suspeitos, busca de possíveis criadouros e orientação aos moradores do local. Além de caracterização entomológica, que faz um agrupamento de informações do mosquito, como sua distribuição geográfica, índices de infestação e depósitos predominantes.
Redução
Em 2014, o município de Belém registrou até a primeira quinzena de junho 102 casos confirmados de dengue, sendo cem de dengue clássica, um com complicações e um do tipo hemorrágica. De acordo com o Devs, todos os casos evoluíram à cura, sem nenhum óbito registrado.
“Nos últimos dez anos a incidência de dengue tem reduzido potencialmente no nosso município. Hoje registramos uma média de quase 90% menos casos de dengue em relação ao que era registrado em 2005. Mas ainda assim, temos que nos preocupar, porque o mosquito está aí e se reproduz com muita rapidez”, ressalta Orliuda Bezerra.
A população possui papel fundamental no combate à doença. Para tanto, a Sesma disponibiliza o Disque Dengue, através do telefone 3277-2485, serviço que recebe denúncias da população de focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da doença. Durante o contato com o atendente, o denunciante deve informar o endereço, com o perímetro correto, para que uma equipe seja encaminhada até o local. O Disque Dengue oferece ainda, orientações para pessoas com suspeita da doença.
Ações em Mosqueiro
Para comemorar o119º aniversário da Ilha de Mosqueiro, no domingo (06), o Devs realizará mais uma edição do “Devs Itinerante”, caravana que promove ações de educação e orientação em saúde em todos os distritos que compõem o município de Belém. A população poderá aprender sobre dengue, meningite, leptospirose, tabagismo, violência no trânsito, doenças sexualmente transmissíveis, Aids, hipertensão e diabetes.
Entre as atividades que serão apresentadas estão teatro de fantoches, desenhos educativos, kit entomológico, abordagem educativa com apoio de folderes, verificação de pressão arterial e glicemia, entrega de preservativos masculino e feminino, orientação sobre alimentação saudável e avaliação nutricional. O “Devs Itinerante” em Mosqueiro estará na Praça Matriz, de 8h às 13h.
Por Portal da Prefeitura de Alfenas | 27 - Atualizada em 27 às 00:12
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Divulgação/Prefeitura
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Força-tarefa retira dois caminhões com pets e latinhas e ainda sete caminhões com pneus inservíveis no município
A Força Tarefa de Combate à Dengue de Minas Gerais esteve em Alfenas durante 13 dias no mês de junho e realizou, em conjunto com os agentes da Vigilância Ambiental do município, diversas ações de campo contra o mosquito vetor da doença, além de uma série de atividades de mobilização social.
Na programação de atividades também foram realizadas reuniões intersetoriais com esferas públicas de articulação com as instituições da cidade e também foram realizadas apresentações nas escolas do município. O Dengômetro, que é um espaço de convivência onde a população foi informada sobre os métodos de prevenção e de mobilização para o combate à dengue, e o Dengue Móvel, caminhão que realizou a troca de materiais recicláveis (garrafas pet, latas e pneus) por óleo de cozinha, ficaram instalados no estacionamento do Ginásio Poliesportivo, na rua João de Souza Sobrinho, de 13 e 14 de junho.
Ao final, estes trabalhos tiveram os seguintes resultados: foram visitados 5.315 imóveis de 219 quarteirões de 9 bairros de nossa cidade para a eliminação de focos (objetos com água parada); foi realizado o trabalho de UBV portátil em 2.942 imóveis com a intenção de eliminar o inseto alado em áreas de casos notificados com a suspeita da doença; foram trocados mais de 4.000 frascos de óleo de cozinha nos dois dias de mobilização; foram retirados dois caminhões com pets e latinhas e ainda sete caminhões com pneus inservíveis.
Esta semana a Vigilância Ambiental e os agentes comunitários de saúde do PSF do Jardim Primavera intensificaram as ações na região dos bairros Primavera e Vila Promessa.
Além disso, continuam com as ações de panfletagem. No dia 26 de junho, a Vigilância Ambiental realizou, no período da manhã, na Praça Melvin Jones no centro de Alfenas, em Parceria com a Polícia Militar, Tiro de Guerra e Guarda Municipal uma Blitz Educativa sobre a Prevenção a Dengue. Nesta Blitz foram abordados aproximadamente 200 condutores que foram orientados e também receberam Panfletos Educativos sobre a prevenção a doença.
Situação da Dengue no Município
Até o momento, foram notificados 423 casos de dengue em Alfenas com 174 confirmados e 130 descartados, segundo o último balanço da Epidemiologia. De acordo com a coordenadoria de vigilância epidemiológica estes números são retroativos uma vez que os resultados levam alguns dias para retornarem ao município.
Só o poder público sozinho não vencerá a doença. Todos somos corresponsáveis no combate ao mosquito da dengue, já que os levantamentos apontam que cerca de mais de 90% dos focos de infestação estão dentro das casas.
Ao final, estes trabalhos tiveram os seguintes resultados: foram visitados 5.315 imóveis de 219 quarteirões de 9 bairros de nossa cidade para a eliminação de focos (objetos com água parada); foi realizado o trabalho de UBV portátil em 2.942 imóveis com a intenção de eliminar o inseto alado em áreas de casos notificados com a suspeita da doença; foram trocados mais de 4.000 frascos de óleo de cozinha nos dois dias de mobilização; foram retirados dois caminhões com pets e latinhas e ainda sete caminhões com pneus inservíveis.
Esta semana a Vigilância Ambiental e os agentes comunitários de saúde do PSF do Jardim Primavera intensificaram as ações na região dos bairros Primavera e Vila Promessa.
Além disso, continuam com as ações de panfletagem. No dia 26 de junho, a Vigilância Ambiental realizou, no período da manhã, na Praça Melvin Jones no centro de Alfenas, em Parceria com a Polícia Militar, Tiro de Guerra e Guarda Municipal uma Blitz Educativa sobre a Prevenção a Dengue. Nesta Blitz foram abordados aproximadamente 200 condutores que foram orientados e também receberam Panfletos Educativos sobre a prevenção a doença.
Situação da Dengue no Município
Até o momento, foram notificados 423 casos de dengue em Alfenas com 174 confirmados e 130 descartados, segundo o último balanço da Epidemiologia. De acordo com a coordenadoria de vigilância epidemiológica estes números são retroativos uma vez que os resultados levam alguns dias para retornarem ao município.
Só o poder público sozinho não vencerá a doença. Todos somos corresponsáveis no combate ao mosquito da dengue, já que os levantamentos apontam que cerca de mais de 90% dos focos de infestação estão dentro das casas.
Por Por: Abrahão Hackme - abrahaoh@bomdiariopreto.com.br às 22:07 | 17 - Atualizada em 18 às 11:10
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| Abner Henrique Alves, coordenador do Departamento de Vigilância Ambiental / Divulgação/Sergio Menezes/SMCS |
Após confirmar a primeira morte provocada por dengue neste ano (a vítima é um idoso de 60 anos), a Prefeitura de Rio Preto intensificou a mobilização com uma campanha para orientar a população para o combate ao mosquito transmissor.
O evento que ocorre nesta quarta-feira (18) das 10h às 17h, no estacionamento do Shopping Cidade Norte, leva o nome “Goleada contra a dengue”, em referência a Copa do Mundo. Serão distribuídas bolas para quem levar vasilhames com criadouros do mosquito, além de serem oferecidas orientações com profissionais da Secretária de Saúde.
Para o biólogo e coordenador do Departamento de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde, Abner Henrique Alves, o objetivo principal é mostrar que as crianças e os pais se tornem os grandes responsáveis, na eliminação do foco do mosquito. “Quem for participar, basta apresentar os criadouros acondicionados em sacolas plástica e troquem pelas bolas, no estande que estará no shopping. Isso serve como um incentivo”, explica o biólogo.
População/ A auxiliar de enfermagem, Tânia Lúcia Albuquerque, 36 anos, que reside no São Deocleciano, explica que já foi picada pelo mosquito da dengue e, que hoje até orienta outras pessoas de como evitar a proliferação.
“Não desejo para ninguém os sintomas que tive. Hoje até oriento como evitar água parada e sempre acompanho as campanhas”, relata Tânia.
Moradora do Jardim Arroyo, a dona de casa Márcia Alencar, 38, comenta sobre a campanha. “Acho muito importante alertar sobre o foco da dengue. Aqui em casa, graça a Deus, nunca tive problema com isso”, afirma ela.
Denúncia/ A prefeitura possui o “Disque Dengue”, onde podem ser feitas denuncias de criadouros do mosquito. O telefone é 0800-7705870.
MAIS
Sintomas vieram no dia 25 de maio
A Secretaria de Saúde confirmou, na última segunda-feira (16), a primeira morte em Rio Preto por dengue. A vítima foi o aposentado João Batista Hernandes Rodrigues, 60 anos, que apresentou os primeiros sintomas do doença no dia 25 de maio, onde chegou a ser internado no dia 29, no Hospital Ielar e morreu no dia 31 daquele mesmo mês. Segundo nota da prefeitura, o resultado do exame foi confirmado pelo Instituto Adolfo Lutz. O paciente ainda sofria de doenças crônicas.
370 casos de dengue foram registrados apenas neste ano, com apenas uma morte, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Saúde.
Números são menores que os do ano passado na cidade
A Prefeitura de Rio Preto, por meio da assessoria da Secretaria de Saúde, divulgou dados sobre os casos de dengue registrados em 2013 e, de janeiro a maio deste ano.
Foram registrados 18.235 casos e nove mortes, em 2013. Já nesta ano, os números divulgados foram bem menores, sendo 370 casos registrados até agora, com apenas uma morte.
O ano de 2010 foi marcado como um dos piores casos com epidemias de dengue na cidade, quando 12 pessoas morreram.
A Prefeitura realiza todos os anos o programa “Limpeza Urbana”, em que percorrem os principais pontos de infestação do mosquito transmissor da doença. A ação é executada de acordo com orientação da Secretaria de Saúde.
Por Agostinho Teixeira, da Rádio Bandeirantes | 11 às 13:24 - Atualizada em 16 às 20:55
Funcionário admite que participou de fraudes na fiscalização de dengue em São Paulo
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| Funcionário diz que números de fiscalização podem ser falsos Luiz Guadagnoli SECOM /Arquivo |
Funcionário admite que participou de fraudes na fiscalização de dengue em São Paulo
Um agente de combate à dengue revela que boletins feitos na zona norte de São Paulo para "identificar focos" do mosquito transmissor da doença foram forjados. A região é recordista em casos da doença em 2014. “Os agentes estão livres na rua. Não existe um acompanhamento. Sozinho mesmo na rua, faz o que quer. Ninguém verifica nada. É para tapear mesmo. Esse boletim é uma farsa”.
O funcionário, que trabalha há mais de 10 anos na região, confessa que também participou da fraude e diz que as irregularidades acontecem porque há "negligência da chefia" na Supervisão de Vigilância em Saúde. “Eu já fui conivente. Grande culpa é da base, aquele monte de biólogo, que era para estar acompanhando o dia a dia, mas nunca aconteceu isso”.
Na chamada Suvis da Casa Verde, a bióloga responsável pelo controle da dengue, Eliana Colucci, admitiu que é impossível saber se os números divulgados são verdadeiros ou não. “O município não tem ainda supervisores de campo, o agente para supervisionar as equipes. E pode acontecer fraude no trabalho. Teria que ter um sistema melhor para supervisionar o trabalho de campo”.
Por AFP noticias@band.com.br às 17:13 | 16 - Atualizada em 16 às 20:45
Em Natal, o novo app poderá alertar os moradores sobre os locais onde há concentrações de mosquitos e casos de dengue com um simples toque
Médicos brasileiros esperam contar em breve com uma tecnologia própria para conter surtos de dengue, graças a um aplicativo para "smartphones" desenvolvido por cientistas brasileiros em Natal.
Na capital do Rio Grande do Norte, uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo, o novo aplicativo poderá alertar os moradores sobre os locais onde há concentrações de mosquitos e casos de dengue com um simples toque.
O aplicativo foi desenvolvido pelo cientista acadêmico Ricardo Valentim, em colaboração com o epidemiologista Ion de Andrade, que trabalha para a prefeitura de Natal.
"Se alguém identificar a dengue, a aponta no mapa (do aplicativo) e isso nos permite ver onde está se desenvolvendo e reagir imediatamente para impedir que continue se espalhando", disse Andrade.
O aplicativo "Observatório da Dengue" está atualmente em fase de testes, mas espera-se que já esteja disponível online no fim do mês. Quando começar a funcionar, permitirá às autoridades saber exatamente onde agir. "Se forem mosquitos, podemos localizar e tratar a fonte de água. Se um caso suspeito for confirmado, podemos tratar a vítima", explicou Andrade.
O Brasil tem sido o país mais castigado pela dengue neste século, com sete milhões de casos reportados entre 2000 e 2013, com 800 mortes nos últimos cinco anos.
Em Campinas, onde a seleção portuguesa e seu astro, Cristiano Ronaldo, estão hospedados, três mulheres, de 27, 69 e 81 anos, morreram de dengue este ano.
Não há cura para a doença transmitida pelo mosquito "Aedes aegypti" e o tratamento consiste em acompanhamento da evolução clínica da infecção.
Plano anti-mosquito da Copa
Várias cidades do nordeste do país, como Natal, Recife (Pernambuco) e Fortaleza (Ceará), foram consideradas zonas de risco em um artigo publicado no mês passado por cientistas brasileiros e europeus na revista Doenças Infecciosas The Lancet.
Só este ano, Natal registrou 3.000 casos e, embora seja conhecida como "Cidade do Sol", tem sofrido com chuvas torrenciais desde que a Copa começou, na quinta-feira passada.
Em um hospital local, Joana aguarda para fazer um exame de sangue. "Sinto dores de cabeça, nas articulações e tenho febre. No domingo senti dores nos ossos", queixa-se.
Apesar de estar com todos os sintomas da dengue, Joana pode sofrer de uma simples virose, daí a necessidade do exame. "Temos visto vários casos de dengue recentemente, mas estamos muito longe de estarmos perto dos níveis considerados de epidemia", disse o médico potiguar Mario Toscano.
Os bairros mais pobres de Natal muitas vezes não têm acesso à água corrente e menos ainda a computadores ou smartphones com aplicativos.
Por isso, nas favelas, onde as crianças andam descalças e o esgoto corre a céu aberto por falta de saneamento, o risco de pegar dengue é maior. "Este é exatamente o tipo de lugar que atrairia mosquitos", disse o agente sanitário Aberdal Varela da Fé, apontando para uma cisterna de concreto com água parada, usada por várias famílias para cozinhar e tomar banho em seus pequenos barracos de um único quarto.
Na água parada, as fêmeas dos mosquitos põem ovos que viram larvas e logo se transformam em mosquitos transmissores da doença.
Depois de visitar outra casa próxima, Aderbal Varela, um dos 380 agentes sanitários contratados pela cidade para controlar focos da dengue, viu um cenário melhor. "Sua casa está muito limpa", disse à idosa Ivanilda Firmino. "Todos os recipientes com água têm tampa".
Dona Ivanilda têm razões para permanecer vigilante. "Sou muito cuidadosa porque o meu filho já teve dengue quatro vezes", disse.
Com centenas de milhares de visitantes estrangeiros viajando pelo Brasil até o final da Copa do Mundo, em 13 de julho, as autoridades estão tomando as precauções necessárias. "Sempre há um risco, mas este ano não é tão grande", disse Alessandre de Medeiros Tavares, chefe médico do grupo de controle de dengue da Prefeitura de Natal.
"Graças aos nossos trabalhos de campo, tivemos menos casos. Se tivermos que fazer mais, temos um plano para a 'Copa do Mundo' pronto para entrar em ação", destacou. "Mas acreditamos que o mais provável é que não tenhamos que usá-lo".
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| O agente sanitário Aberdal Varela da Fé, apontando para uma cisterna de concreto com água parada, usada por várias famílias para cozinhar e tomar banho. Foto: Justin Davies/ AFP |
Em Natal, o novo app poderá alertar os moradores sobre os locais onde há concentrações de mosquitos e casos de dengue com um simples toque
Médicos brasileiros esperam contar em breve com uma tecnologia própria para conter surtos de dengue, graças a um aplicativo para "smartphones" desenvolvido por cientistas brasileiros em Natal.
Na capital do Rio Grande do Norte, uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo, o novo aplicativo poderá alertar os moradores sobre os locais onde há concentrações de mosquitos e casos de dengue com um simples toque.
O aplicativo foi desenvolvido pelo cientista acadêmico Ricardo Valentim, em colaboração com o epidemiologista Ion de Andrade, que trabalha para a prefeitura de Natal.
"Se alguém identificar a dengue, a aponta no mapa (do aplicativo) e isso nos permite ver onde está se desenvolvendo e reagir imediatamente para impedir que continue se espalhando", disse Andrade.
O aplicativo "Observatório da Dengue" está atualmente em fase de testes, mas espera-se que já esteja disponível online no fim do mês. Quando começar a funcionar, permitirá às autoridades saber exatamente onde agir. "Se forem mosquitos, podemos localizar e tratar a fonte de água. Se um caso suspeito for confirmado, podemos tratar a vítima", explicou Andrade.
O Brasil tem sido o país mais castigado pela dengue neste século, com sete milhões de casos reportados entre 2000 e 2013, com 800 mortes nos últimos cinco anos.
Em Campinas, onde a seleção portuguesa e seu astro, Cristiano Ronaldo, estão hospedados, três mulheres, de 27, 69 e 81 anos, morreram de dengue este ano.
Não há cura para a doença transmitida pelo mosquito "Aedes aegypti" e o tratamento consiste em acompanhamento da evolução clínica da infecção.
Plano anti-mosquito da Copa
Várias cidades do nordeste do país, como Natal, Recife (Pernambuco) e Fortaleza (Ceará), foram consideradas zonas de risco em um artigo publicado no mês passado por cientistas brasileiros e europeus na revista Doenças Infecciosas The Lancet.
Só este ano, Natal registrou 3.000 casos e, embora seja conhecida como "Cidade do Sol", tem sofrido com chuvas torrenciais desde que a Copa começou, na quinta-feira passada.
Em um hospital local, Joana aguarda para fazer um exame de sangue. "Sinto dores de cabeça, nas articulações e tenho febre. No domingo senti dores nos ossos", queixa-se.
Apesar de estar com todos os sintomas da dengue, Joana pode sofrer de uma simples virose, daí a necessidade do exame. "Temos visto vários casos de dengue recentemente, mas estamos muito longe de estarmos perto dos níveis considerados de epidemia", disse o médico potiguar Mario Toscano.
Os bairros mais pobres de Natal muitas vezes não têm acesso à água corrente e menos ainda a computadores ou smartphones com aplicativos.
Por isso, nas favelas, onde as crianças andam descalças e o esgoto corre a céu aberto por falta de saneamento, o risco de pegar dengue é maior. "Este é exatamente o tipo de lugar que atrairia mosquitos", disse o agente sanitário Aberdal Varela da Fé, apontando para uma cisterna de concreto com água parada, usada por várias famílias para cozinhar e tomar banho em seus pequenos barracos de um único quarto.
Na água parada, as fêmeas dos mosquitos põem ovos que viram larvas e logo se transformam em mosquitos transmissores da doença.
Depois de visitar outra casa próxima, Aderbal Varela, um dos 380 agentes sanitários contratados pela cidade para controlar focos da dengue, viu um cenário melhor. "Sua casa está muito limpa", disse à idosa Ivanilda Firmino. "Todos os recipientes com água têm tampa".
Dona Ivanilda têm razões para permanecer vigilante. "Sou muito cuidadosa porque o meu filho já teve dengue quatro vezes", disse.
Com centenas de milhares de visitantes estrangeiros viajando pelo Brasil até o final da Copa do Mundo, em 13 de julho, as autoridades estão tomando as precauções necessárias. "Sempre há um risco, mas este ano não é tão grande", disse Alessandre de Medeiros Tavares, chefe médico do grupo de controle de dengue da Prefeitura de Natal.
"Graças aos nossos trabalhos de campo, tivemos menos casos. Se tivermos que fazer mais, temos um plano para a 'Copa do Mundo' pronto para entrar em ação", destacou. "Mas acreditamos que o mais provável é que não tenhamos que usá-lo".
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