doença
Por Portal MTZ | 07 - Atualizada em 07/1 às 12:05
| Vereador Dr. Brandão |
O vereador e médico Dr. Brandão fez um alerta na última reunião ordinária da Câmara Municipal dessa segunda-feira (6) quanto ao surgimento de uma nova doença conhecida como Febre Chikungunya transmitida pelo Aedes aegypti, que chegou recentemente ao Brasil. Brandão disse que a pessoa infectada pode permanecer até dois anos sentindo dores. A prevenção é a mesma feita em combate a dengue.
Até o dia 27 de setembro, 79 casos de infecção pelo vírus chikungunya foram diagnosticados no Brasil. Do total, 41 foram transmitidos dentro do próprio país (casos autóctones). Outros 38 casos foram importados, ou seja, os pacientes foram infectados durante viagens a outros países. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (1º).
Houve 33 casos de transmissão interna na Bahia e 8 no Amapá. Quanto aos casos importados, foram registrados 17 em São Paulo, 4 no Ceará, 3 no Rio de Janeiro e mais 3 em Roraima. Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal registraram dois casos, cada. Amazonas, Amapá, Goiás, Maranhão e Pará tiveram apenas uma notificação de caso importado.
Em Minas Gerais, apesar de ainda não ter casos registrados, a preocupação também é grande. Segundo especialistas, a doença tem tudo pra ser a próxima vilã desse verão: ambiente propício, alvos vulneráveis e mosquitos transmissores em quantidade mais que suficiente para gerar uma epidemia.
De acordo com a Vigilância Sanitária da secretaria municipal de Saúde, há um caso suspeito em Matozinhos que aguarda o resultado dos exames que, se confirmado, seria o primeiro do estado.
Entenda o vírus
A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa.
Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Como as pessoas pegam o vírus?
O risco aumenta, portanto, em épocas de calor e chuva, mais propícias à reprodução dos insetos. Eles também picam principalmente durante o dia. A principal diferença de transmissão em relação à dengue é que o Aedes albopictus também pode ser encontrado em áreas rurais, não apenas em cidades.
O chikungunya tem subtipos diferentes, como a dengue?
Diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, o chikungunya é único. Uma vez que a pessoa é infectada e se recupera, ela se torna imune à doença. Quem já pegou dengue não está nem menos nem mais vulnerável ao chikungunya: apesar dos sintomas parecidos e da forma de transmissão similar, tratam-se de vírus diferentes.
Quais são os sintomas?
A confirmação da infecção se dá apenas a partir da realização de exames laboratoriais
Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.
Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. De acordo com a OMS, complicações graves são incomuns. Em casos mais raros, há relatos de complicações cardíacas e neurológicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequência, os sintomas são tão brandos que a infecção não chega a ser identificada, ou é erroneamente diagnosticada como dengue.
Segundo Barbosa, é importante observar que o chikungunya é “muito menos severo que a dengue, em termos de produzir casos graves e hospitalização”.
Tem tratamento?
Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para preveni-la. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem dolorosas demais, uma opção terapêutica é o uso de corticoides.
De acordo com Tauil, da SBI, os serviços de saúde brasileiros já estão preparados para identificar a doença. “Provavelmente quem vai receber esses casos são reumatologistas. Já escrevemos artigos voltados para esses profissionais, orientando-os a ficar atentos a pessoas provenientes de áreas em que há transmissão”, diz o infectologista. Pessoas que apresentarem os sintomas citados e estiverem voltando de áreas onde existe a transmissão do vírus, como o Caribe, devem comunicar o médico.
Apesar de haver poucos riscos de formas hemorrágicas da infecção por chikungunya, recomenda-se evitar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) nos primeiros dias de sintomas, antes da obtenção do diagnóstico definitivo.
Como se prevenir?
Sobre a prevenção, valem as mesmas regras aplicadas à dengue: ela é feita por meio do controle dos mosquitos que transmitem o vírus.
Portanto, evitar água parada, que os insetos usam para se reproduzir, é a principal medida. Em casos específicos de surtos, o uso de inseticidas e telas protetoras nas janelas das casas também pode ser aconselhado.
Que medidas preventivas o governo brasileiro adotou?
Desde o ano passado, quando foram confirmados os primeiros casos de chikungunya no Caribe, o Ministério da Saúde começou a elaborar um plano de contingência do vírus para o Brasil. “Existe a possibilidade de transmissão em todo local que há mosquitos vetores”, explica o secretário Barbosa.
O plano consiste em promover uma redução drástica da população de mosquitos nos arredores de onde os casos são identificados e orientar médicos, assistentes e profissionais de laboratórios de referência sobre como reconhecer um caso suspeito. Atualmente, seis laboratórios do país são capazes de fazer o teste para detectar o novo vírus.
Em 2010, o Brasil já tinha recebido três casos da doença do exterior: dois surfistas que foram infectados na Indonésia e uma missionária, na Índia.
Por Junício Júnior | 10 - Atualizada em 11 às 12:54
Seis militares que voltaram da missão de paz no Haiti, na semana passada, foram diagnosticados com o vírus Chikungunya, uma espécie semelhante ao vírus da dengue. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, o quadro deles é bom e estável. Por precaução, segundo a pasta, foram realizadas ações de contenção e nebulização no Hospital Militar de Área de São Paulo, onde eles estão internados em observação, e no Batalhão de Logística do Exército, em Campinas (SP), cidade onde eles permaneceram após o desembarque. O governo estadual informou, por meio de nota, que as infecções foram confirmadas por um laudo do Instituto Adolfo Lutz. De acordo com o Exército, os militares desembarcaram de Porto Príncipe em 5 de junho e ficaram alojados em Campinas para o procedimento de realização de exames e observação, que é uma praxe em casos de missões internacionais. Esta é a segunda vez que o estado registra casos da doença importada de outros países. Segundo a Secretaria de Saúde, em 2010, dois casos importados foram detectados em viajantes brasileiros procedentes do Sudeste Asiático. O vírus, segundo a Saúde, é transmitido pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti, e pelo Aedes albopictus. Os sintomas da doença, ainda de acordo com a pasta, são semelhantes aos da dengue (febre, dores no corpo e no fundo dos olhos, manchas vermelhas pelo corpo e dores nas articulações). A evolução da doença pode desencadear artrite e sequelas permanentes. Assim como na dengue, não há tratamento específico, apenas para atenuar os sintomas. A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa no fim da tarde, mas ninguém foi localizado para comentar o caso. A mobilização e a desmobilização das tropas que trabalharam no Haiti do final de 2013 até este mês ocorreu em Campinas, cidade que vive a maior epidemia de dengue da sua história. De acordo com o último balanço divulgado pela Saúde local há duas semanas, 29,5 mil casos confirmados da doença, que é transmitida pelo mesmo mosquito que a Chikungunya. Os soldados que participaram da missão de paz na capital Porto Príncipe começaram a retornar a Campinas (SP) em 29 de maio, depois de seis meses na ação. O efetivo do Exército no Haiti é de 1,2 mil homens e, do atual contingente, a maioria era da cidade do interior paulista. O contingente é substituído semestralmente.
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| Reprodução/internet |
Seis militares que voltaram da missão de paz no Haiti, na semana passada, foram diagnosticados com o vírus Chikungunya, uma espécie semelhante ao vírus da dengue. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, o quadro deles é bom e estável. Por precaução, segundo a pasta, foram realizadas ações de contenção e nebulização no Hospital Militar de Área de São Paulo, onde eles estão internados em observação, e no Batalhão de Logística do Exército, em Campinas (SP), cidade onde eles permaneceram após o desembarque. O governo estadual informou, por meio de nota, que as infecções foram confirmadas por um laudo do Instituto Adolfo Lutz. De acordo com o Exército, os militares desembarcaram de Porto Príncipe em 5 de junho e ficaram alojados em Campinas para o procedimento de realização de exames e observação, que é uma praxe em casos de missões internacionais. Esta é a segunda vez que o estado registra casos da doença importada de outros países. Segundo a Secretaria de Saúde, em 2010, dois casos importados foram detectados em viajantes brasileiros procedentes do Sudeste Asiático. O vírus, segundo a Saúde, é transmitido pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti, e pelo Aedes albopictus. Os sintomas da doença, ainda de acordo com a pasta, são semelhantes aos da dengue (febre, dores no corpo e no fundo dos olhos, manchas vermelhas pelo corpo e dores nas articulações). A evolução da doença pode desencadear artrite e sequelas permanentes. Assim como na dengue, não há tratamento específico, apenas para atenuar os sintomas. A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa no fim da tarde, mas ninguém foi localizado para comentar o caso. A mobilização e a desmobilização das tropas que trabalharam no Haiti do final de 2013 até este mês ocorreu em Campinas, cidade que vive a maior epidemia de dengue da sua história. De acordo com o último balanço divulgado pela Saúde local há duas semanas, 29,5 mil casos confirmados da doença, que é transmitida pelo mesmo mosquito que a Chikungunya. Os soldados que participaram da missão de paz na capital Porto Príncipe começaram a retornar a Campinas (SP) em 29 de maio, depois de seis meses na ação. O efetivo do Exército no Haiti é de 1,2 mil homens e, do atual contingente, a maioria era da cidade do interior paulista. O contingente é substituído semestralmente.
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