epidemia
Por Agência Brasil | 18/11/2014 - Atualizada em 19/11/2014 às 22:16
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| Reprodução/internet |
O número de municípios que correm risco de ter uma epidemia de dengue subiu de 125 para 135, de acordo com atualização do Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (Liraa) divulgada, hoje (18), pelo Ministério da Saúde. Já os municípios considerados em alerta para a doença passaram de 552 para 612.
As cidades classificadas como em situação de alerta apresentam larvas do mosquito entre 1% e 3,9% dos imóveis pesquisados, enquanto as que se enquadram em situação de risco mostram índices superiores a 3,9%.
“O chamado Mapa da Dengue identifica os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor da doença, proporcionando informação qualificada para a atuação das prefeituras nas ações de prevenção”, destaca o documento.
De acordo com o levantamento, Rio Branco (AC) é a única capital em situação de risco, com índice de 4,2. Treze capitais estão em situação de alerta - Boa Vista (RR), Palmas (TO), Salvador (BA), Porto Alegre (RS), Cuiabá (MT), Vitória (ES), Maceió (AL), Natal (RN), Recife (PE), São Luís (MA), Aracaju (SE), Belém (PA) e Porto Velho (RO). Manaus, no Amazonas, e Fortaleza, no Ceará, ainda não apresentaram seus dados ao governo federal.
Nas regiões Norte e Sul, 42,5% e 47,3%, respectivamente, dos focos do mosquito estão no lixo. No Nordeste e no Centro-Oeste, o armazenamento de água é a principal fonte de preocupação, com 76,5% e 40,9%, respectivamente. Já o Sudeste tem no depósito domiciliar o principal desafio, com taxas de 58,2%.
Por Webmaster | 05/10/2014 - Atualizada em 11/10/2014 às 22:03
Municípios com situação de risco: Campo Redondo, Parelhas, Florânia, São Paulo do Potengi, Mossoró , Jaçanã, Carnaúba dos Dantas, Brejinho, São Miguel, Caicó, Jardim do Seridó, João Câmara e Santa Cruz.
Acúmulo de água facilita reprodução do mosquito
Foto cedida ao Gazeta do Oeste
Municípios com situação de risco: Campo Redondo, Parelhas, Florânia, São Paulo do Potengi, Mossoró , Jaçanã, Carnaúba dos Dantas, Brejinho, São Miguel, Caicó, Jardim do Seridó, João Câmara e Santa Cruz.
O Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de outubro deste ano revela que 117 municípios brasileiros estão em situação de risco para a ocorrência de epidemias de dengue, outros 533 em alerta e 813 cidades com índice satisfatório. Dados atualizados na segunda-feira passada, 3, apontam que, no Rio Grande do Norte, 13 municípios estão em situação de risco de epidemia de dengue: Campo Redondo, Parelhas, Florânia, São Paulo do Potengi, Mossoró , Jaçanã, Carnaúba dos Dantas, Brejinho, São Miguel, Caicó, Jardim do Seridó, João Câmara e Santa Cruz.
A pesquisa, que identifica os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor da doença, foi apresentada ontem, 4, pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, e pelo secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. Na ocasião, também foi apresentado novo boletim da doença, que mostrou redução de casos e óbitos neste ano em comparação com 2013.
Elaborado pelo Ministério da Saúde em conjunto com Estados e municípios, o LIRAa foi realizado em outubro deste ano em 1.463 cidades. A pesquisa é considerada um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue, o que possibilita aos gestores locais de saúde anteciparem as ações de prevenção.
LEVANTAMENTO
Os municípios classificados como de risco apresentam larvas do mosquito em mais de 3,9% dos imóveis pesquisados. É considerado estado de alerta quando menos de 3,9% dos imóveis pesquisados têm larvas do mosquito, e satisfatório quando o índice está abaixo de 1% de larvas do Aedes aegypti.
De acordo com o levantamento, nenhuma capital está em situação de risco. São dez as capitais que apresentaram situação de alerta (Porto Alegre, Cuiabá, Vitória, Maceió, Natal, Recife, São Luís, Aracaju, Belém e Porto Velho) e outras 11 estão com índices satisfatórios (Curitiba, Florianópolis, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Macapá, Teresina e João Pessoa). Seis capitais (Boa Vista, Manaus, Palmas, Rio Branco, Fortaleza e Salvador) ainda não apresentaram ao Ministério da Saúde os resultados do LIRAa. Estes resultados foram consolidados até esta segunda-feira (3) e o Ministério da Saúde continua recebendo as informações dos Estados.
O secretário Jarbas Barbosa reiterou a importância do levantamento, como estratégia de prevenção da doença. “A informação que o LIRAa proporciona é importante para o gestor municipal agir e para a população se prevenir. Sabendo que a maioria dos focos está em armazenagem da água, o prefeito irá direcionar a ação para caixa d’água destampada”, explicou o secretário. Segundo ele, com isso a equipe poderá orientar a população sobre os cuidados com esses recipientes. “Em apenas 15 minutos semanais, as famílias podem fazer o inspeção dentro de casa e destruir os focos dos mosquitos”, frisou.
O secretário, no entanto, ressaltou que o fato de uma determinada cidade estar em situação satisfatória no LIRAa não significa que esteja protegida. “Se o município parar de agir, a população de mosquito pode crescer”, alertou. Barbosa esclareceu que um município com população de mosquito elevada pode ter transmissão de chikungunya. “Ninguém está protegido se no local tem mosquito para fazer a transmissão, seja em casa ou no trabalho”. Ele ressaltou que o Brasil possui o programa nacional permanente de controle da dengue, integrando as ações de vigilância e de assistência à saúde, o que tem resultado na queda dos óbitos por dengue. “Com a integração das áreas de vigilância e assistência e, ainda, com a divulgação de protocolo aos profissionais de saúde, os médicos passaram a identificar, rapidamente, os casos com risco de agravamento para realização de medidas de hidratação e tratamento”, observou o secretário.
Armazenamento de água é a principal fonte de preocupação na Região Nordeste
Além de ajudar os gestores a identificar os bairros em que há mais focos de reprodução do mosquito, o LIRAa também aponta o perfil destes criadouros. Os focos podem estar em formas de armazenamento de água, em espaços em que o lixo não está sendo manejado adequadamente e em depósitos domiciliares.
Esse panorama varia entre as regiões. Enquanto na Região Sul, 47,3% dos focos estão no lixo, no Nordeste e no Centro Oeste o armazenamento de água é a principal fonte de preocupação com 78,8% e 36,8%, respectivamente. Já o Norte e o Sudeste têm no depósito domiciliar o principal desafio, com taxas de 46,6% e 55,1%, respectivamente.
MOBILIZAÇÃO
O Ministério da Saúde realizará, a partir do dia 15 de novembro, campanha de combate à dengue e ao Chinkungunya, que tem como slogan “O perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também”. Serão divulgadas orientações à população sobre como evitar a proliferação dos mosquitos causadores das doenças e alertar sobre a gravidade das enfermidades.
No dia 6 de dezembro será realizado o Dia D de mobilização. Por meio da ação, o Ministério da Saúde convoca os gestores municipais a realizarem uma intensa mobilização da população, além de mutirões de limpeza urbana e atividades para alertar os profissionais da área ao diagnóstico correto das doenças. Como cerca de 80% dos criadouros estão nas residências, o papel de cada família, para verificar e eliminar possíveis locais que acumulam água, será reforçado nesse dia D. A ação será repetida no dia 7 de fevereiro, com o Dia D+1.
O número de casos registrados de dengue caiu 61% entre janeiro e outubro de 2014, em comparação ao mesmo período de 2013, passando de 1,4 milhão de casos para 556,3 mil neste ano. Os dados constam no balanço epidemiológico divulgado nesta terça-feira (04). Todas as regiões do país apresentaram redução de casos notificados, sendo que a região Sudeste teve a queda mais representativa, correspondente a 67%, seguida pelo Sul (64%), Centro-Oeste (57%), Nordeste (42%) e Norte (23%). O estado com a maior diferença entre 2013 e 2014 foi o Rio de Janeiro, que conseguiu reduzir em 97% o número de casos, seguido pelo Mato Grosso do Sul (96%) e Minas Gerais (86%).
Os óbitos por dengue no Brasil também apresentaram queda em comparação a 2013. Neste ano, foram 379 mortes, contra 646 confirmados no ano passado, uma redução de 41%. Destaque para os estados de Tocantins, Acre, Roraima, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que não registraram óbitos causados pela dengue em 2014. Para reduzir cada vez mais esses números, o Brasil mantém um programa permanente de combate ao mosquito transmissor. Neste ano, foram repassados aos estados e municípios cerca de R$ 1,2 bilhão para a manutenção de ações de vigilância, prevenção e controle da doença.
REDUÇÃO DE INTERNAÇÕES
Para garantir a assistência e atendimento aos pacientes com suspeita de dengue, o Ministério da Saúde tem investido na ampliação dos serviços, capacitação de profissionais, habilitações de leitos de enfermaria e de UTI pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Todas as unidades de saúde estão aptas a realizar o diagnóstico, classificação de risco e acompanhamento, desde a atenção básica às unidades de média e alta complexidade.
No período de janeiro a setembro deste ano, foram registradas 30,7 mil internações pela doença. Isso representa 49% a menos se comparado ao mesmo período de 2013, quando houve 60,2 mil internações, representando uma economia de R$ 9,2 milhões aos cofres públicos.
Por Jessica Sandes/Portal a Tarde 09às 16:45 - Atualizada em 09/1 às 20:40
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| Ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirma que casos de Chikungunya em Feira representam epidemiaLuciano da Matta | Ag. A TARDE |
O ministro da Saúde Arthur Chioro revelou que os 33 casos da febre Chikungunya confirmados em Feira de Santana, a 108 km de Salvador, já configuram uma epidemia. A afirmação foi feita em entrevista coletiva realizada na tarde desta quinta-feira, 2, em Salvador.
Chioro ressalta que a responsabilidade do combate à doença é também da sociedade brasileira. "Não tenho condições de dizer que não teremos mais casos de chikungunya no Brasil, porque temos a presença dos mosquitos e temos pessoas circulando. Mas garanto que o país pode ter um impacto menor caso tenhamos capacidade de fazer a medida de prevenção e controle unindo as autoridades públicas e, sobretudo, a sociedade. Eu quero dividir essa responsabilidade com todos. É preciso que cada um faça a sua parte", frisou.
A febre Chikungunya é uma doença causada por vírus do gênero Alphavirus, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes aegypti (transmissor da dengue) e o Aedes albopictus os principais vetores. Seus sintomas, febre alta, dor muscular e nas articulações, cefaléia e erupção cutânea, costumam durar de três a 10 dias, e sua letalidade, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, é rara, sendo menos frequente que nos casos de dengue.
"Não temos casos graves da doença. Agora, as ações de prevenção e de controle devem ser as mesmas para a dengue clássica, hemorrágica e chikungunya. O que precisamos é iniciar o processo de mobilização com a sociedade, as autoridades e os agentes de saúde", explica Chioro.
Ainda de acordo com o ministro, em outubro será realizado um levantamento da infestação do Aedes aegypti e do Aedes albopictus para desenvolver atividades de controle dos mosquitos e das patologias. "Vamos listar o grau de infestação em domicílios, nas vias públicas e terrenos baldios", prometeu Chioro.
Para evitar a transmissão do vírus, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros dos mosquitos. As medidas são as mesmas para o controle da dengue, ou seja, verificar se a caixa d'água está bem fechada; não acumular vasilhames no quintal; verificar se as calhas não estão entupidas; e colocar areia nos pratos dos vasos de planta, entre outras iniciativas deste tipo.
Boletim
O Ministério da Saúde divulgou na última quarta-feira, 1º, um boletim sobre os casos de Chikungunya no Brasil. Por meio de exames laboratoriais, 79 casos da febre foram constatados no país, sendo que 38 são de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa e os outros 41 foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão.
Desses casos, chamados de autóctones, oito foram registrados no município de Oiapoque, no Amapá, e 33 no município de Feira de Santana, na Bahia.
Por redacao@donodanoticia.com em 04 - Atualizada em 04 às 23:43
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| Reprodução/internet |
O deputado Fernando Monteiro (PTB) disse, na última quarta-feira (2), que apresentou requerimento pedindo ao governador Zé Filho, e ao secretário de Saúde, Mirocles Veras, a adoção de ações urgentes para combater epidemia de dengue que atinge os municípios de Barras e Porto, na região Norte do Piauí. Ele disse que já ocorreram casos fatais, como o da jovem Maria Liliane, 17 anos, que morreu em consequência de dengue hemorrágica em Porto.
Fernando Monteiro afirmou que a epidemia de dengue está deixando a população dos dois municípios em pânico, “por isso temos recebido apelo de lideranças desses municípios no sentido de que fazermos gestões junto aos órgãos competentes para que adotem medidas de combate à doença”.
O parlamentar petebista revelou que dados da Coordenação de Epidemiologia da Secretaria de Saúde indicam que já ocorreram quatro mil casos de dengue este ano Piauí, superando os registrados no mesmo período do ano passado. “Em 19 municípios, a incidência de dengue está acima do esperado”, declarou Fernando Monteiro, pedindo que o Governo envie uma força tarefa para Barras e Porto visando combater a epidemia da doença.
Por Roberta Jansen / O Globo- Colaborou Leonardo Vieira - 04 - Atualizada em 04 às 23:37
Doença que vem da África tem sintomas parecidos com os da dengue, com dores mais fores pelo corpo
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| Reprodução/internet |
Doença que vem da África tem sintomas parecidos com os da dengue, com dores mais fores pelo corpo
A doença é parecida com a dengue, mas muito mais dolorosa. Trata-se da febre Chikungunya, originária da África, responsável por severas dores nas articulações que podem perdurar até por anos após a fase aguda da infecção. Dezessete casos já foram registrados no Brasil - aparentemente todos de pessoas que contraíram a enfermidade no exterior -, e especialistas acreditam que a deflagração de uma nova epidemia é inevitável. O vírus é transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, os mesmos responsáveis pela propagação da dengue.
A febre foi detectada pela primeira vez em 1952, na fronteira da Tanzânia com Moçambique. A doença se espalhou por várias regiões da África e da Ásia, e, atualmente, há surtos cíclicos em aproximadamente 40 países, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Em dezembro passado, no entanto, a infecção foi registrada pela primeira vez nas Américas e vem se disseminando com muita rapidez: já foi reportada em 30 nações da região. No empobrecido e castigado Haiti, onde o Brasil mantém um contingente de militares, a epidemia está completamente fora de controle.
- O risco (de epidemia no Brasil) é iminente - garante o infectologista Stefan Cunha Ujvari, autor do livro "Pandemias" (Ed. Contexto). - A qualquer momento vai começar uma epidemia, não há mais como evitar: a doença é transmitida pelo aedes e segue a mesma rota da dengue. Basta um mosquito picar um doente aqui que vai passar adiante.
Dos 17 casos registrados no Brasil, 15 envolvem militares e missionários brasileiros que regressaram de missão no Haiti. Os outros dois são de brasileiros que estiveram na República Dominicana a turismo. "Outros dois casos estão em investigação, também de pessoas vindas desses mesmos países. Todos os pacientes apresentaram um quadro leve, estável e de evolução clínica favorável", informou o Ministério da Saúde ontem, em comunicado.
- Não está claro se essas pessoas infectadas também trouxeram para o país mosquitos com o vírus - alertou Robert Muggah, diretor de pesquisa da ONG Instituto Igarapé, que realizou um levantamento sobre a doença no Haiti, entre 19 e 31 de maio deste ano.
260 mil pessoas afetadas no Caribe
Segundo o especialista, diversos outros militares que integram as tropas de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, teriam contraído a doença por lá, sem, no entanto, voltar doentes ao país. Entretanto, eles podem ter trazido mosquitos infectados. Além disso, estamos em plena Copa do Mundo, recebendo milhares de turistas de diversas partes do mundo - todos potenciais portadores do vírus. Teoricamente, basta que um mosquito pique uma pessoa na fase febril da doença e transmita o vírus a outra para que a doença comece a se disseminar.
Por isso, Muggah acredita que é alta a possibilidade de o Brasil enfrentar uma epidemia da febre.
- Há um sério risco de a febre Chikungunya se tornar epidêmica no Brasil - afirmou o especialista. - Os primeiros casos (das Américas) foram reportados no Caribe em dezembro de 2013, e já são 260 mil pessoas atingidas diretamente. Há um tráfego constante de pessoas indo do Brasil ao Haiti por conta das tropas de paz, sem falar em trabalhadores de agências humanitárias, missionários e diplomatas.
A outra razão, na análise de Muggah, é ambiental: o Brasil tem condições climáticas ideais para a disseminação da febre, e os dois mosquitos transmissores são comuns aqui. Vale lembrar que o país teve mais de 1,4 milhão de casos de dengue no ano passado (cerca de dois terços de todas as ocorrências do Hemisfério Ocidental).
- Embora o Brasil tenha uma infraestrutura de saúde pública muito mais sofisticada do que a do Haiti, se medidas preventivas não forem rapidamente adotadas, a epidemia pode se disseminar rapidamente - disse Muggah. - O potencial para uma epidemia catastrófica é muito alto.
O Brasil já tinha registrado três casos importados da doença em 2010, e eles não deflagraram uma epidemia, lembra o Ministério da Saúde, acrescentando que, desde então, passou a acompanhar e monitorar continuamente a situação do vírus causador da febre Chikungunya.
"No final de 2013, o ministério elaborou um plano nacional de contingência da doença, que tem como metas a intensificação das atividades de vigilância; a preparação de resposta da rede de saúde; o treinamento de profissionais; a divulgação de medidas às secretarias e a preparação de laboratórios de referência para diagnósticos da doença", informou a nota.
A letalidade do Chikungunya não é muito alta (uma morte a cada mil casos, em média, segundo os Centros de Controle de Doenças dos EUA), mas a doença é extremamente debilitante. A palavra chikungunya vem de um dialeto da Tanzânia e significa "doença do andar curvado". O nome, segundo explica Ujvari, reflete os sintomas, semelhantes ao da dengue, mas em intensidade bem maior: febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. As articulações são muito afetadas. O vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local. O paciente tem dificuldade de movimentos e locomoção.
- O grande diferencial da doença (em relação à dengue) é a dor excruciante nas juntas, que pode persistir por meses e mesmo anos depois do estágio febril - explica Muggah. - O nome é uma referência ao fato de as pessoas se contorcerem de dor.
Perigo de dores recorrentes
Se não for corretamente tratada, pode levar a problemas permanentes de mobilidade ou de sintomas recorrentes de artrite, especialmente em pacientes mais idosos e pessoas com outros problemas de saúde. As crianças pequenas também são mais vulneráveis. Febres altas, convulsões e desidratação podem levar a complicações graves e até à morte.
Não há, no entanto, um tratamento específico para a febre. O que os médicos fazem é tentar aliviar os sintomas dos pacientes. As medidas de prevenção são as mesmas usadas no combate à dengue: inseticidas e repelentes, além da eliminação dos locais de reprodução do mosquito, como áreas de água parada.
Um estudo feito no Haiti com 3 mil famílias (aproximadamente 14 mil pessoas), além de centenas de estrangeiros, revelou que a doença "conhecida como a nova dengue está em estágio avançado de disseminação no país caribenho e fora de controle".
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