saúde
Por Agência Brasil | 11/11/2014 às 16:17 - Atualizada em 11/11/2014 às 21:46
Pesquisa promovida em 1.524 cidades brasileiras constatou 125 em situação de risco e 552 em alerta
Atualização do Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) revela que 125 municípios brasileiros estão em situação de risco para a ocorrência de epidemias de dengue, 552 estão em alerta e 847 cidades apresentam índice satisfatório.
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| Reprodução/internet |
Pesquisa promovida em 1.524 cidades brasileiras constatou 125 em situação de risco e 552 em alerta
Atualização do Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) revela que 125 municípios brasileiros estão em situação de risco para a ocorrência de epidemias de dengue, 552 estão em alerta e 847 cidades apresentam índice satisfatório.
Até o momento, o Ministério da Saúde recebeu informações do LIRAa de 1.524 municípios brasileiros, 61 cidades a mais do que o primeiro levantamento fechado em 3 de novembro.
Elaborado pelo Ministério da Saúde, em conjunto com estados e municípios, o LIRAa foi realizado em outubro deste ano.
A pesquisa é considerada um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue, o que possibilita aos gestores locais de saúde anteciparem as ações de prevenção.
O chamado Mapa da Dengue identifica os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor da doença, proporcionando informação qualificada para atuação das prefeituras nas ações de prevenção.
Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, é fundamental o reforço às ações de combate não apenas à dengue, mas também à febre chikungunya. "As medidas de enfrentamento e prevenção das duas doenças são as mesmas. Temos de intensificar estas ações e prestar bem a atenção nas informações que o LIRAa nos revela. Trata-se de uma ferramenta muito potente que nos dá informações importantes", observou.
Levantamento
Os municípios classificados como de risco apresentam larvas do mosquito em mais de 3,9% dos imóveis pesquisados. É considerado estado de alerta quando menos de 3,9% dos imóveis pesquisados têm larvas do mosquito, e satisfatório quando o índice está abaixo de 1% de larvas do Aedes aegypti.
De acordo com o levantamento, Rio Branco é a única capital em situação de risco, com índice de 4,2. São dez as capitais que apresentaram situação de alerta (Porto Alegre, Cuiabá, Vitória, Maceió, Natal, Recife, São Luís, Aracaju, Belém e Porto Velho) e outras 11 estão com índices satisfatórios (Curitiba, Florianópolis, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Macapá, Teresina e João Pessoa).
Cinco capitais (Boa Vista, Manaus, Palmas, Fortaleza e Salvador) ainda não apresentaram ao Ministério da Saúde os resultados do LIRAa. O Ministério da Saúde continua recebendo as informações dos estados e divulgará o próximo levantamento na sexta-feira (14).
O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, reforça que a prevenção da dengue e da febre chikungunya é simples e todo mundo sabe como fazer. “Em apenas 15 minutos semanais, as famílias podem fazer o inspeção dentro de casa e destruir os focos dos mosquitos dentro de pneus, vasilhas de plantas e outros tipos de recipientes que acumula água parada”, frisou.
O secretário, no entanto, ressaltou que o fato de uma determinada cidade estar em situação satisfatória no LIRAa não significa que esteja protegida. "Se o município parar de agir, a população de mosquito pode crescer", alertou. Barbosa esclareceu que um município com população de mosquito elevada pode ter transmissão de chikungunya. "Ninguém está protegido se no local tem mosquito para fazer a transmissão, seja em casa ou no trabalho".
Criadouros
Além de ajudar os gestores a identificar os bairros em que há mais focos de reprodução do mosquito, o LIRAa também aponta o perfil destes criadouros. Os focos podem estar em formas de armazenamento de água, em espaços em que o lixo não está sendo manejado adequadamente e em depósitos domiciliares.
Esse panorama varia entre as regiões. Enquanto na Região Sul 47,3% dos focos estão no lixo, no Nordeste e no Centro Oeste o armazenamento de água é a principal fonte de preocupação com 78,8% e 36,8%, respectivamente. Já o Norte e o Sudeste têm no depósito domiciliar o principal desafio, com taxas de 46,6% e 55,1%, respectivamente.
Mobilização
O Ministério da Saúde realizará, a partir do dia 15 de novembro, campanha de combate à dengue e ao Chinkungunya, que tem como slogan “O perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também”. Serão divulgadas orientações à população sobre como evitar a proliferação dos mosquitos causadores das doenças e alertar sobre a gravidade das enfermidades.
No dia 6 de dezembro será realizado o Dia D de mobilização. Por meio da ação, o Ministério da Saúde convoca os gestores municipais a realizarem uma intensa mobilização da população, além de mutirões de limpeza urbana e atividades para alertar os profissionais da área ao diagnóstico correto das doenças.
Como cerca de 80% dos criadouros estão nas residências, o papel de cada família, para verificar e eliminar possíveis locais que acumulam água, será reforçado nesse dia D. A ação será repetida no dia 7 de fevereiro, com o Dia D+1.
Redução dos casos
O número de casos registrados de dengue caiu 61% entre janeiro e outubro de 2014, em comparação ao mesmo período de 2013, passando de 1,4 milhão de casos para 556,3 mil neste ano.
Os dados constam no balanço epidemiológico divulgado nesta terça-feira (4). Todas as regiões do país apresentaram redução de casos notificados, sendo que a região Sudeste teve a queda mais representativa, correspondente a 67%, seguida pelo Sul (64%), Centro-Oeste (57%), Nordeste (42%) e Norte (23%).
O estado com a maior diferença entre 2013 e 2014 foi o Rio de Janeiro, que conseguiu reduzir em 97% o número de casos, seguido pelo Mato Grosso do Sul (96%) e Minas Gerais (86%).
Os óbitos por dengue no Brasil também apresentaram queda em comparação a 2013. Neste ano, foram 379 mortes, contra 646 confirmados no ano passado, uma redução de 41%.
Destaque para os estados de Tocantins, Acre, Roraima, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que não registraram óbitos causados pela dengue em 2014.
Para reduzir cada vez mais esses números, o Brasil mantém um programa permanente de combate ao mosquito transmissor. Neste ano, foram repassados aos estados e municípios cerca de R$ 1,2 bilhão para a manutenção de ações de vigilância, prevenção e controle da doença.
Nova classificação
Neste ano, o Brasil passou a adotar a nova classificação de casos de dengue da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os registros são classificados como “dengue com sinais de alarme” e “dengue grave”.
Até 2013, a classificação dos casos no Brasil se dividia em febre hemorrágica da dengue (FHD), síndrome do choque da dengue (SCD) e dengue com complicações (DCC).
Cabe destacar que a adoção da nova classificação não traz prejuízos para a análise da situação epidemiológica, mas torna incorreta a comparação direta de casos graves em 2014 com os anos anteriores.
Redução de internações
Para garantir a assistência e atendimento aos pacientes com suspeita de dengue, o Ministério da Saúde tem investido na ampliação dos serviços, capacitação de profissionais, habilitações de leitos de enfermaria e de UTI pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Todas as unidades de saúde estão aptas a realizar o diagnóstico, classificação de risco e acompanhamento, desde a atenção básica às unidades de média e alta complexidade.
No período de janeiro a setembro deste ano, foram registradas 30,7 mil internações pela doença. Isso representa 49% a menos se comparado ao mesmo período de 2013, quando houve 60,2 mil internações, representando uma economia de R$ 9,2 milhões aos cofres públicos.
A diminuição nos índices de internações pode estar relacionada à detecção precoce da doença e a correta classificação de risco. O Ministério da Saúde tem priorizado a ampliação da assistência pela rede de atenção, intensificando a capacitação dos profissionais. Neste sentido, a Universidade Aberta do SUS tem investido na capacitação dos profissionais de saúde, promovendo o Curso de Atualização no Manejo Clínico da Dengue.
Chikungunya
Até o dia 25 de outubro deste ano, o Ministério da Saúde registrou 824 casos de Febre Chikungunya no Brasil, sendo 151 confirmados por critério laboratorial e 673 por critério clínico-epidemiológico. Deste total, 39 são casos importados de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa.
Os outros 785 foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão. Destes casos, chamados de autóctones, 330 foram registrados no município de Oiapoque (AP), 371 em Feira de Santana (BA), 82 em Riachão do Jacuípe (BA), um em Matozinhos (MG) e um em Campo Grande (MS).
Vale ressaltar que, caracterizada a transmissão sustentada de Chikungunya em uma determinada área - com a confirmação laboratorial dos primeiros casos - o Ministério da Saúde recomenda que os demais sejam confirmados por critério clínico-epidemiológico. Este critério leva em conta fatores, como sintomas apresentados e o vínculo dele com pessoas que já contraíram a doença.
Ações
Desde que foram confirmados os casos de Chikungunya no Caribe, no final de 2013, o Ministério da Saúde elaborou um plano nacional de contingência da doença, que tem como metas a intensificação das atividades de vigilância.
Foram enviadas equipes para os estados com casos registrados, como Bahia e Amapá, para trabalhar em conjunto com as secretarias estaduais de Saúde e intensificar ações de prevenção e vigilância da doença.
O Ministério da Saúde também promoveu a capacitação de laboratórios para realização dos testes de diagnósticos e realizou, em outubro, o Seminário Internacional da Febre Chikungunya.
Além disso, houve a inclusão do capítulo sobre a febre no Guia de Vigilância Epidemiológica e a aquisição de inseticidas para auxiliar no combate à proliferação dos mosquitos, entre outras medidas.
Prevenção
A febre Chikungunya é uma doença causada por vírus do gênero Alphavirus, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes Aegypti (transmissor da dengue) e o Aedes Albopictus os principais vetores.
Os sintomas da doença são febre alta, dor muscular e nas articulações, cefaleia e exantema e costumam durar de três a 10 dias. A letalidade da Chikungunya, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), é rara, sendo ainda menos frequente que nos casos de dengue.
Para evitar a transmissão do vírus, é fundamental que as pessoas reforcem as ações de eliminação dos criadouros dos mosquitos. As medidas são exatamente as mesmas para a prevenção da dengue.
Doença no Mundo
De acordo com a OMS, desde 2004, o vírus havia sido identificado em 19 países. Porém, a partir do final de 2013, foi registrada transmissão autóctone (dentro do mesmo território) em vários países do Caribe. Em março de 2014, na República Dominicana e Haiti, sendo que, até então, só África e Ásia tinham circulação do vírus.
Por Portal MTZ | 07 - Atualizada em 07/1 às 12:05
| Vereador Dr. Brandão |
O vereador e médico Dr. Brandão fez um alerta na última reunião ordinária da Câmara Municipal dessa segunda-feira (6) quanto ao surgimento de uma nova doença conhecida como Febre Chikungunya transmitida pelo Aedes aegypti, que chegou recentemente ao Brasil. Brandão disse que a pessoa infectada pode permanecer até dois anos sentindo dores. A prevenção é a mesma feita em combate a dengue.
Até o dia 27 de setembro, 79 casos de infecção pelo vírus chikungunya foram diagnosticados no Brasil. Do total, 41 foram transmitidos dentro do próprio país (casos autóctones). Outros 38 casos foram importados, ou seja, os pacientes foram infectados durante viagens a outros países. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (1º).
Houve 33 casos de transmissão interna na Bahia e 8 no Amapá. Quanto aos casos importados, foram registrados 17 em São Paulo, 4 no Ceará, 3 no Rio de Janeiro e mais 3 em Roraima. Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal registraram dois casos, cada. Amazonas, Amapá, Goiás, Maranhão e Pará tiveram apenas uma notificação de caso importado.
Em Minas Gerais, apesar de ainda não ter casos registrados, a preocupação também é grande. Segundo especialistas, a doença tem tudo pra ser a próxima vilã desse verão: ambiente propício, alvos vulneráveis e mosquitos transmissores em quantidade mais que suficiente para gerar uma epidemia.
De acordo com a Vigilância Sanitária da secretaria municipal de Saúde, há um caso suspeito em Matozinhos que aguarda o resultado dos exames que, se confirmado, seria o primeiro do estado.
Entenda o vírus
A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa.
Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Como as pessoas pegam o vírus?
O risco aumenta, portanto, em épocas de calor e chuva, mais propícias à reprodução dos insetos. Eles também picam principalmente durante o dia. A principal diferença de transmissão em relação à dengue é que o Aedes albopictus também pode ser encontrado em áreas rurais, não apenas em cidades.
O chikungunya tem subtipos diferentes, como a dengue?
Diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, o chikungunya é único. Uma vez que a pessoa é infectada e se recupera, ela se torna imune à doença. Quem já pegou dengue não está nem menos nem mais vulnerável ao chikungunya: apesar dos sintomas parecidos e da forma de transmissão similar, tratam-se de vírus diferentes.
Quais são os sintomas?
A confirmação da infecção se dá apenas a partir da realização de exames laboratoriais
Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.
Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. De acordo com a OMS, complicações graves são incomuns. Em casos mais raros, há relatos de complicações cardíacas e neurológicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequência, os sintomas são tão brandos que a infecção não chega a ser identificada, ou é erroneamente diagnosticada como dengue.
Segundo Barbosa, é importante observar que o chikungunya é “muito menos severo que a dengue, em termos de produzir casos graves e hospitalização”.
Tem tratamento?
Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para preveni-la. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem dolorosas demais, uma opção terapêutica é o uso de corticoides.
De acordo com Tauil, da SBI, os serviços de saúde brasileiros já estão preparados para identificar a doença. “Provavelmente quem vai receber esses casos são reumatologistas. Já escrevemos artigos voltados para esses profissionais, orientando-os a ficar atentos a pessoas provenientes de áreas em que há transmissão”, diz o infectologista. Pessoas que apresentarem os sintomas citados e estiverem voltando de áreas onde existe a transmissão do vírus, como o Caribe, devem comunicar o médico.
Apesar de haver poucos riscos de formas hemorrágicas da infecção por chikungunya, recomenda-se evitar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) nos primeiros dias de sintomas, antes da obtenção do diagnóstico definitivo.
Como se prevenir?
Sobre a prevenção, valem as mesmas regras aplicadas à dengue: ela é feita por meio do controle dos mosquitos que transmitem o vírus.
Portanto, evitar água parada, que os insetos usam para se reproduzir, é a principal medida. Em casos específicos de surtos, o uso de inseticidas e telas protetoras nas janelas das casas também pode ser aconselhado.
Que medidas preventivas o governo brasileiro adotou?
Desde o ano passado, quando foram confirmados os primeiros casos de chikungunya no Caribe, o Ministério da Saúde começou a elaborar um plano de contingência do vírus para o Brasil. “Existe a possibilidade de transmissão em todo local que há mosquitos vetores”, explica o secretário Barbosa.
O plano consiste em promover uma redução drástica da população de mosquitos nos arredores de onde os casos são identificados e orientar médicos, assistentes e profissionais de laboratórios de referência sobre como reconhecer um caso suspeito. Atualmente, seis laboratórios do país são capazes de fazer o teste para detectar o novo vírus.
Em 2010, o Brasil já tinha recebido três casos da doença do exterior: dois surfistas que foram infectados na Indonésia e uma missionária, na Índia.
Por Secretaria da Saúde/CE | 06 - Atualizada em 06/1 às 18:22
Estão abertas as inscrições para o Módulo 1 do Curso de Avaliação Econômica em Saúde, que o Núcleo de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde da Secretaria da Saúde do Estado (NUCIT) realiza de 3 a 5 de setembro, no auditório da Universidade Christus. Destinado a profissionais dos Núcleos de Avaliação de Tecnologia em Saúde (NATS) e gestores da rede de unidades da Sesa, o curso será ministrado pelo professor Everton Silva, da Iniversidade de Brasília (UnB), e desenvolverá, no primeiro módulo, o tema “Economia da saúde e avaliação econômica de tecnologia em saúde: da teoria à prática”. As inscrições podem ser feitas pelo email isabely.barbosa@saude.ce.gov.br ou pelo telefone (85) 3101.5234.
A Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) é um processo de investigação das conseqüências clínicas, econômicas e sociais da utilização das tecnologias em saúde, levando-se em consideração aspectos como eficácia, efetividade, segurança, custos, custo-efetividade, entre outros. Entendem-se como tecnologias em saúde os medicamentos, equipamentos e procedimentos técnicos, sistemas organizacionais, educacionais, de informação e de suporte e os programas e protocolos assistenciais, por meio dos quais a atenção e os cuidados com a saúde são prestados à população. O objetivo principal da ATS é auxiliar os gestores na tomada de decisões coerentes e racionais quanto à incorporação de tecnologias em saúde.
O Centro de Estudos em Gestão e Avaliação de Tecnologias em Saúde foi criado em 2012 no âmbito da Secretaria da Saúde do Estado com a missão de fomentar e apoiar os Núcleos de Avaliação de Tecnologias em Saúde (NATS) nas unidades da Sesa e proceder a avaliações tecnológicas para incorporação de produtos e processos pelos gestores e profissionais de saúde do SUS. Instituída em dezembro de 2009, a Política Nacional de Gestão de Tecnologia em Saúde é a institucionalização, nas esferas de gestão do SUS, dos processos de avaliação e de incorporação de tecnologias baseados na análise das consequências e dos custos para o sistema de saúde e para a população. No Ceará, essa atribuição cabe ao Centro de Estudos em Gestão e Avaliação de Tecnologias em Saúde.
Por Redação do Sesap | 19 - Atualizada em 19/ às 15:12
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| Representantes de Portugal conhecem experiências da saúde no RN |
Secretário adjunto da pasta, Marcelo Bessa, apresentou as ações da secretaria no combate a dengue e os avanços tecnológicos na pesquisa biomédica realizados no RN.
O secretário adjunto da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Marcelo Bessa, recebeu na manhã desta terça-feira (19) o secretário regional dos Assuntos Sociais da Região Autônoma da Madeira, em Portugal, Francisco Jardim Ramos e representantes do país, onde apresentou as ações da secretaria no combate a dengue e os avanços tecnológicos na pesquisa biomédica realizados no Rio Grande do Norte.
O secretário Marcelo Bessa, acompanhado de técnicos da Sesap, fez uma explanação de como está estruturado o Plano Estadual de Saúde e o trabalho que tem sido desenvolvido junto aos municípios para interromper a cadeia de transmissão da dengue e a eliminação dos criadouros do mosquito nas oito Regiões de Saúde do estado.
“Desde 2013 que o RN vem apresentando uma redução significativa no número de casos notificados da doença. Em 2014 foram notificados 9.425 casos de dengue, enquanto no mesmo período de 2013 foram notificados 19.242 casos, uma redução de 51,02%. Esse encontro vai permitir um intercâmbio de experiências no combate a essa doença que já começa a afetar a Região Autônoma da Madeira”, explica Marcelo Bessa.
Os representantes portugueses também solicitaram a Sesap uma articulação para conhecerem o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS), com sede em Macaíba. O instituto que tem a frente o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis chamou a atenção do mundo com a exibição do exoesqueleto do projeto “Andar de Novo”, durante a abertura dos jogos da Copa do Mundo 2014, no dia 12 de junho na Arena Corinthians em São Paulo. A Região Autônoma da Madeira demonstrou interesse em fazer parcerias acadêmicas com o IINN-ELS.
Além do secretário regional dos Assuntos Sociais da Região Autônoma da Madeira, participaram da reunião, Francis Lamy do Consulado Honorário Português em Natal, o empresário e representante da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, Luís Jorge e técnicos da Sesap.
Por Agência Brasil | 30 às 12:18 - Atualizada em 30 às 14:44
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| Reprodução/internet |
O debate ocorre em defesa da regularização da atividade dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias
A Comissão Especial pelo Cumprimento das Leis da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) discute em audiência pública, na tarde desta segunda-feira (30/6), medidas para prevenir a dengue e outras endemias no estado. O debate ocorre em defesa da regularização da atividade dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias, popularmente conhecidos como mata-mosquitos. Participam do encontro representantes das prefeituras, médicos e integrantes do Ministério Público Estadual.
A audiência foi solicitada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Combate às Endemias e Saúde Preventiva no Rio de Janeiro (Sintsaúde/RJ), que busca apoio dos deputados da Alerj para que seja cumprida a Lei Federal 11.350/2006. O texto dispõe sobre o piso nacional e as diretrizes para a regulamentação das atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias. A categoria vai apresentar propostas ao presidente da comissão, deputado Carlos Minc (PT), e ao Ministério Público Estadual.
A audiência foi solicitada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Combate às Endemias e Saúde Preventiva no Rio de Janeiro (Sintsaúde/RJ), que busca apoio dos deputados da Alerj para que seja cumprida a Lei Federal 11.350/2006. O texto dispõe sobre o piso nacional e as diretrizes para a regulamentação das atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias. A categoria vai apresentar propostas ao presidente da comissão, deputado Carlos Minc (PT), e ao Ministério Público Estadual.
De acordo com Minc, é importante criar uma cultura de prevenção no Brasil, e alguns municípios já começaram a treinar profissionais. "Os agentes sanitários e os agentes de saúde, que já foram no passado chamados de mata-mosquitos, foram praticamente extintos. Recentemente a presidenta Dilma Rousseff assinou um decreto restituindo vários pontos importantes dessa categoria”, disse. “A prevenção da dengue e de outras doenças transmitidas por vetores é o melhor caminho", completou.
Diversos municípios da Baixada Fluminense, como o de Duque de Caxias, têm treinado os profissionais para essa atividade tão importante, destaca o deputado. O objetivo agora é levar a prevenção para cidades que ainda não praticam as ações. "Vários municípios criaram, concursaram ou legitimaram agentes de saúde e de prevenção dessas endemias, outros não. Então, nós também chamamos o Ministério Público, os prefeitos, para que as consequências dessa audiência sejam a extensão e o aprofundamento do trabalho de prevenção, inclusive com a contratação e treinamento."
Diversos municípios da Baixada Fluminense, como o de Duque de Caxias, têm treinado os profissionais para essa atividade tão importante, destaca o deputado. O objetivo agora é levar a prevenção para cidades que ainda não praticam as ações. "Vários municípios criaram, concursaram ou legitimaram agentes de saúde e de prevenção dessas endemias, outros não. Então, nós também chamamos o Ministério Público, os prefeitos, para que as consequências dessa audiência sejam a extensão e o aprofundamento do trabalho de prevenção, inclusive com a contratação e treinamento."
Por Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo | 11 às 11:37 - Atualizada em 11 às 12:40
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| Imagem: Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo |
Em reunião informal, a Comissão de Saúde, presidida pela deputada Telma de Souza (PT), ouviu Dalton Pereira, da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), expor os números da dengue no Estado de São Paulo, que apresentaram queda de 51%, de janeiro a maio de 2014, quando comparados ao mesmo período de 2013.
Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, cinco cidades concentraram 60% de todos os registros da doença: Campinas (31.637), São Paulo (8.542), Americana (8.477), Taubaté (4.554) e Jaú (3.148). O superintendente falou ainda da importância de um trabalho conjunto com os municípios no combate ao mosquito vetor da doença, o que foi confirmado por Kelen Cristina Carandina, do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems).
Os especialistas enfatizaram as dificuldades que os prefeitos têm na infraestrutura de combate ao mosquito e no atendimento dos enfermos.
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