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Por Thais Vaz | 18 - Atualizada em 18 às 11:02
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| Foto: Reprodução |
Com o período chuvoso indo embora e a estiagem predominando, o número de casos de dengue no município de Aparecida de Goiânia teve uma queda considerável. Com a diminuição das chuvas, reduz também a quantidade de criadouros do mosquito transmissor da doença, ocorrendo automaticamente uma redução dos casos. Nas unidades de saúde, já é visível a queda de pacientes com sintomas da dengue.
De acordo com a diretora de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Vânia Cristina, no ano passado, neste mesmo período, foram registrados 12.748 casos de dengue, enquanto até a última segunda-feira haviam sido feitas 6.503 ocorrências da doença, ou seja, uma redução de 51% no número de pessoas infectadas pelo Aedes aegypti.
Apesar de o período de estiagem contribuir para a redução do índice de proliferação da dengue, a Secretaria Municipal de Saúde diz que a população deve manter os cuidados, eliminando possíveis criadouros do mosquito.
De acordo com o último boletim divulgado pela Saúde, até o dia 7 de junho foram notificados 83.508 casos de dengue em Goiás, uma redução de 41,51% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em decorrência de complicações da doença, foram registradas 22 mortes até 7 de junho. Outras 46 mortes estão sendo investigadas, sendo nove em Goiânia, três em Aparecida de Goiânia e três em Trindade, Luziânia e Anápolis. Entre os municípios com maior número de casos notificados de dengue estão Goiânia, com 16.560; Luziânia, com 11.353; e Aparecida de Goiânia, com 6.503 casos registrados até ontem.
De acordo com a diretora de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Vânia Cristina, no ano passado, neste mesmo período, foram registrados 12.748 casos de dengue, enquanto até a última segunda-feira haviam sido feitas 6.503 ocorrências da doença, ou seja, uma redução de 51% no número de pessoas infectadas pelo Aedes aegypti.
Apesar de o período de estiagem contribuir para a redução do índice de proliferação da dengue, a Secretaria Municipal de Saúde diz que a população deve manter os cuidados, eliminando possíveis criadouros do mosquito.
De acordo com o último boletim divulgado pela Saúde, até o dia 7 de junho foram notificados 83.508 casos de dengue em Goiás, uma redução de 41,51% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em decorrência de complicações da doença, foram registradas 22 mortes até 7 de junho. Outras 46 mortes estão sendo investigadas, sendo nove em Goiânia, três em Aparecida de Goiânia e três em Trindade, Luziânia e Anápolis. Entre os municípios com maior número de casos notificados de dengue estão Goiânia, com 16.560; Luziânia, com 11.353; e Aparecida de Goiânia, com 6.503 casos registrados até ontem.
Prevenção é o melhor remédio
Vânia Cristina diz que todo cuidado é pouco e que depende muito da população o combate à proliferação do mosquito da dengue. É importante não deixar água parada em pneus fora de uso, nem que ela se acumule sobre lajes, calhas e vasilhas que ficam embaixo dos vasos de plantas. As caixas d’água devem ser limpas constantemente e mantidas sempre fechadas e bem vedadas. Também não se deve descartar lixo em terrenos baldios e é preciso manter a lata de lixo sempre bem fechada. Estas são algumas das medidas que podem ajudar a evitar a proliferação do mosquito.
“Se alguém apresentar febre, dor de cabeça atrás dos olhos, dores no corpo e articulações, deve procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação”, orienta a diretora.
“Se alguém apresentar febre, dor de cabeça atrás dos olhos, dores no corpo e articulações, deve procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação”, orienta a diretora.
Por AACES | 18 - Atualizada em 18 às 09:27
Só que ela de uma FORMA covarde vetou o artigo 9º B onde estamos com nosso jurídico estudando os impactos deste veto presidencial, Dilma você vetou parcialmente nosso projeto e nas urnas vamos vetar você totalmente.
Vejam o que diz Doutora Elane da Conacs
Elane Alves de Almeida
O PISO ESTÁ SANCIONADO COM RESTRIÇÕES! Dilma veta o artigo que fazia previsão de reajuste anual, não cumprindo o acordo feito com a categoria e os Senadores na votação no Senado Federal! Comemorem, pois essa vitória é nossa, mas fiquem certos que teremos que logo logo voltar a luta e derrubar o veto!
Vejam o que diz Doutora Elane da Conacs
Elane Alves de Almeida
O PISO ESTÁ SANCIONADO COM RESTRIÇÕES! Dilma veta o artigo que fazia previsão de reajuste anual, não cumprindo o acordo feito com a categoria e os Senadores na votação no Senado Federal! Comemorem, pois essa vitória é nossa, mas fiquem certos que teremos que logo logo voltar a luta e derrubar o veto!
Por Jornal dos Agentes Saúde do Brasil | 17 - Atualizada em 17 às 20:51
e editado por Endemias de Icapuí

e editado por Endemias de Icapuí
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| Em solenidade ainda não divulgada, a Presidente Dilma Rousseff sancionará o repasse integral do Ministério da Saúde aos Agentes Comunitários e de Combate às Endemias |
O “Piso Nacional” dos Agentes de Saúde será sancionado pela Presidente Dilma Rousseff. Depois de duas semanas de intensa campanha, realizada pela MNAS - Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde, o resultado positivo contempla o trabalho empreendido por agentes comunitários e de combate às endemias do Brasil. Eles atuaram em duas ações, coordenadas pela Mobilização, a primeira foi a #SancionaDilma e a segunda, o 1º #Ocupe nacional a FanPage da presidenta Dilma. Não duas frentes tivemos um verdadeiro exército nacional atuando e mostrando a sua força. Nunca, em toda a história da saúde pública brasileira se viu uma categoria tão mobilizada pelas redes sociais.
O Agente de Saúde Tony Bita (Caravelas/BA) em face das mobilizações coordenadas pela MNAS, definiu a situação com as seguintes palavras:
"... E a campanha Sanciona Dilma nas redes sociais e principalmente em sua página, foi uma das maiores campanhas de uma categoria profissional que já presenciei na rede...”
Sobre a sanção presidencial ao REPASSE INTEGRAL do Ministério da Saúde, batizado de “Piso Nacional,” o Dr. Jean, ligado a casa civil da presidente Dilma, garantiu que ela irá sancionar a lei como o Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil havia indicado que aconteceria. Mesmo com a retirada dos 2 salários mínimos, a proposta do Piso Nacional ficou reduzida ao repasse integral com a derrubada do aumento real, ou seja, a correção do valor proposto irá se defasar a cada ano, até que fique em um salário mínimo.
O Agente de Saúde Tony Bita (Caravelas/BA) em face das mobilizações coordenadas pela MNAS, definiu a situação com as seguintes palavras:
"... E a campanha Sanciona Dilma nas redes sociais e principalmente em sua página, foi uma das maiores campanhas de uma categoria profissional que já presenciei na rede...”
Sobre a sanção presidencial ao REPASSE INTEGRAL do Ministério da Saúde, batizado de “Piso Nacional,” o Dr. Jean, ligado a casa civil da presidente Dilma, garantiu que ela irá sancionar a lei como o Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil havia indicado que aconteceria. Mesmo com a retirada dos 2 salários mínimos, a proposta do Piso Nacional ficou reduzida ao repasse integral com a derrubada do aumento real, ou seja, a correção do valor proposto irá se defasar a cada ano, até que fique em um salário mínimo.
As notícias acima foram divulgadas por diversos parlamentares, entre eles o deputado federal Domingos Dutra (PT), em frente ao Palácio do Planalto, na Praça dos Três Poderes em Brasília. Agrademos aos companheiros doSINDAST (Terezinha/PI) pela colaboração com esta matéria.
Entenda melhor a questão do Repasse do MS
O repasse do Ministério da Saúde aos Agentes Comunitários e de Combate às Endemias poderá ser sancionado amanhã, dia do jogo da Seleção Brasileira contra o México. O referido repasse (PLS 270/06), batizado pelos parlamentares de Piso Salarial Nacional dos ACS e ACE, tem grande probabilidade de ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff, considerando que o “projeto” atende as expectativas da base governista e da oposição, isto explica o motivo da aprovação nas duas casas, Câmara e Senado, em tempo Record.
Mas, por que os parlamentares aprovaram a proposta do PLS 270/06 com tanta urgência? O motivo é o mais óbvio possível: temendo a reação dos mais de 323.000 agentes comunitários e de combate às endemias aos seus pleitos eleitorais com atuação direta nos “currais” eleitorais, que constituem a base dos parlamentares. Desde 2013 que a MNAS - Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde tem focado e divulgado que as manifestações seriam direcionadas as bases dos deputados, senadores e prefeitos. Algo assustador, em face do grande potencial de mobilização da categoria de ACS/ACE.
Piso Nacional ou repasse do Ministério da Saúde?
A resposta a esta e outras questões, estão nos objetivos da Confederação. Certamente, não é plenamente a defesa do Piso Nacional, considerando que o PLS 270/2006, na verdade, trata do repasse dos R$ 1.014, do Ministério da Saúde, garantido atualmente pela PORTARIA Nº 314, DE 28 DE FEVEREIRO DE 2014. O projeto em questão, garantirá que o citado valor seja repassado integralmente aos agentes de saúde (ACS/ACE). Algo excelente e bastante significativo, diante da realidade da maioria dos agentes, nos mais diversos municípios do país. É por este motivo que a MNAS - Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde tem defendido a sanção do PLS 270/2006 - com a realização de uma grande campanha nacional, o #Ocupe a fanpage oficial da presidenta Dilma. Contudo, que fique claro: somos consciêntes de que o texto do projeto em tela trata da garantia do repasse integral e não o que os parlamentares e a CONACS desejam aparentar que seja, ou seja, o Piso Nacional.
Entenda melhor a questão do Repasse do MS
O repasse do Ministério da Saúde aos Agentes Comunitários e de Combate às Endemias poderá ser sancionado amanhã, dia do jogo da Seleção Brasileira contra o México. O referido repasse (PLS 270/06), batizado pelos parlamentares de Piso Salarial Nacional dos ACS e ACE, tem grande probabilidade de ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff, considerando que o “projeto” atende as expectativas da base governista e da oposição, isto explica o motivo da aprovação nas duas casas, Câmara e Senado, em tempo Record.
Mas, por que os parlamentares aprovaram a proposta do PLS 270/06 com tanta urgência? O motivo é o mais óbvio possível: temendo a reação dos mais de 323.000 agentes comunitários e de combate às endemias aos seus pleitos eleitorais com atuação direta nos “currais” eleitorais, que constituem a base dos parlamentares. Desde 2013 que a MNAS - Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde tem focado e divulgado que as manifestações seriam direcionadas as bases dos deputados, senadores e prefeitos. Algo assustador, em face do grande potencial de mobilização da categoria de ACS/ACE.
Piso Nacional ou repasse do Ministério da Saúde?
A resposta a esta e outras questões, estão nos objetivos da Confederação. Certamente, não é plenamente a defesa do Piso Nacional, considerando que o PLS 270/2006, na verdade, trata do repasse dos R$ 1.014, do Ministério da Saúde, garantido atualmente pela PORTARIA Nº 314, DE 28 DE FEVEREIRO DE 2014. O projeto em questão, garantirá que o citado valor seja repassado integralmente aos agentes de saúde (ACS/ACE). Algo excelente e bastante significativo, diante da realidade da maioria dos agentes, nos mais diversos municípios do país. É por este motivo que a MNAS - Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde tem defendido a sanção do PLS 270/2006 - com a realização de uma grande campanha nacional, o #Ocupe a fanpage oficial da presidenta Dilma. Contudo, que fique claro: somos consciêntes de que o texto do projeto em tela trata da garantia do repasse integral e não o que os parlamentares e a CONACS desejam aparentar que seja, ou seja, o Piso Nacional.
Segundo o site do Palácio do Planalto, a presidenta Dilma ainda se encontrava em Santa Catarina e retornaria a Brasília por volta das 16h20,como mostra a agenda dela
Agenda da Presidenta
Presidência da República
PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF
Terça, 17 de Junho de 2014Joe Biden
Vice-Presidente dos Estados Unidos da AméricaPalácio do PlanaltoPartida para Caçador/SC
Base Aérea de BrasíliaChegada a Caçador
Aeroporto de CaçadorSobrevoo às áreas atingidas pelas enchentes
Chegada a União da Vitória/PR
Aeroporto de União da VitóriaReunião de trabalho
Câmara Municipal de VereadoresPartida para Brasília
Aeroporto de Caçador/SCChegada a Brasília/DF
Base Aérea de Brasília
Por Agostinho Teixeira, da Rádio Bandeirantes | 11 às 13:24 - Atualizada em 16 às 20:55
Funcionário admite que participou de fraudes na fiscalização de dengue em São Paulo
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| Funcionário diz que números de fiscalização podem ser falsos Luiz Guadagnoli SECOM /Arquivo |
Funcionário admite que participou de fraudes na fiscalização de dengue em São Paulo
Um agente de combate à dengue revela que boletins feitos na zona norte de São Paulo para "identificar focos" do mosquito transmissor da doença foram forjados. A região é recordista em casos da doença em 2014. “Os agentes estão livres na rua. Não existe um acompanhamento. Sozinho mesmo na rua, faz o que quer. Ninguém verifica nada. É para tapear mesmo. Esse boletim é uma farsa”.
O funcionário, que trabalha há mais de 10 anos na região, confessa que também participou da fraude e diz que as irregularidades acontecem porque há "negligência da chefia" na Supervisão de Vigilância em Saúde. “Eu já fui conivente. Grande culpa é da base, aquele monte de biólogo, que era para estar acompanhando o dia a dia, mas nunca aconteceu isso”.
Na chamada Suvis da Casa Verde, a bióloga responsável pelo controle da dengue, Eliana Colucci, admitiu que é impossível saber se os números divulgados são verdadeiros ou não. “O município não tem ainda supervisores de campo, o agente para supervisionar as equipes. E pode acontecer fraude no trabalho. Teria que ter um sistema melhor para supervisionar o trabalho de campo”.
Por AFP noticias@band.com.br às 17:13 | 16 - Atualizada em 16 às 20:45
Em Natal, o novo app poderá alertar os moradores sobre os locais onde há concentrações de mosquitos e casos de dengue com um simples toque
Médicos brasileiros esperam contar em breve com uma tecnologia própria para conter surtos de dengue, graças a um aplicativo para "smartphones" desenvolvido por cientistas brasileiros em Natal.
Na capital do Rio Grande do Norte, uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo, o novo aplicativo poderá alertar os moradores sobre os locais onde há concentrações de mosquitos e casos de dengue com um simples toque.
O aplicativo foi desenvolvido pelo cientista acadêmico Ricardo Valentim, em colaboração com o epidemiologista Ion de Andrade, que trabalha para a prefeitura de Natal.
"Se alguém identificar a dengue, a aponta no mapa (do aplicativo) e isso nos permite ver onde está se desenvolvendo e reagir imediatamente para impedir que continue se espalhando", disse Andrade.
O aplicativo "Observatório da Dengue" está atualmente em fase de testes, mas espera-se que já esteja disponível online no fim do mês. Quando começar a funcionar, permitirá às autoridades saber exatamente onde agir. "Se forem mosquitos, podemos localizar e tratar a fonte de água. Se um caso suspeito for confirmado, podemos tratar a vítima", explicou Andrade.
O Brasil tem sido o país mais castigado pela dengue neste século, com sete milhões de casos reportados entre 2000 e 2013, com 800 mortes nos últimos cinco anos.
Em Campinas, onde a seleção portuguesa e seu astro, Cristiano Ronaldo, estão hospedados, três mulheres, de 27, 69 e 81 anos, morreram de dengue este ano.
Não há cura para a doença transmitida pelo mosquito "Aedes aegypti" e o tratamento consiste em acompanhamento da evolução clínica da infecção.
Plano anti-mosquito da Copa
Várias cidades do nordeste do país, como Natal, Recife (Pernambuco) e Fortaleza (Ceará), foram consideradas zonas de risco em um artigo publicado no mês passado por cientistas brasileiros e europeus na revista Doenças Infecciosas The Lancet.
Só este ano, Natal registrou 3.000 casos e, embora seja conhecida como "Cidade do Sol", tem sofrido com chuvas torrenciais desde que a Copa começou, na quinta-feira passada.
Em um hospital local, Joana aguarda para fazer um exame de sangue. "Sinto dores de cabeça, nas articulações e tenho febre. No domingo senti dores nos ossos", queixa-se.
Apesar de estar com todos os sintomas da dengue, Joana pode sofrer de uma simples virose, daí a necessidade do exame. "Temos visto vários casos de dengue recentemente, mas estamos muito longe de estarmos perto dos níveis considerados de epidemia", disse o médico potiguar Mario Toscano.
Os bairros mais pobres de Natal muitas vezes não têm acesso à água corrente e menos ainda a computadores ou smartphones com aplicativos.
Por isso, nas favelas, onde as crianças andam descalças e o esgoto corre a céu aberto por falta de saneamento, o risco de pegar dengue é maior. "Este é exatamente o tipo de lugar que atrairia mosquitos", disse o agente sanitário Aberdal Varela da Fé, apontando para uma cisterna de concreto com água parada, usada por várias famílias para cozinhar e tomar banho em seus pequenos barracos de um único quarto.
Na água parada, as fêmeas dos mosquitos põem ovos que viram larvas e logo se transformam em mosquitos transmissores da doença.
Depois de visitar outra casa próxima, Aderbal Varela, um dos 380 agentes sanitários contratados pela cidade para controlar focos da dengue, viu um cenário melhor. "Sua casa está muito limpa", disse à idosa Ivanilda Firmino. "Todos os recipientes com água têm tampa".
Dona Ivanilda têm razões para permanecer vigilante. "Sou muito cuidadosa porque o meu filho já teve dengue quatro vezes", disse.
Com centenas de milhares de visitantes estrangeiros viajando pelo Brasil até o final da Copa do Mundo, em 13 de julho, as autoridades estão tomando as precauções necessárias. "Sempre há um risco, mas este ano não é tão grande", disse Alessandre de Medeiros Tavares, chefe médico do grupo de controle de dengue da Prefeitura de Natal.
"Graças aos nossos trabalhos de campo, tivemos menos casos. Se tivermos que fazer mais, temos um plano para a 'Copa do Mundo' pronto para entrar em ação", destacou. "Mas acreditamos que o mais provável é que não tenhamos que usá-lo".
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| O agente sanitário Aberdal Varela da Fé, apontando para uma cisterna de concreto com água parada, usada por várias famílias para cozinhar e tomar banho. Foto: Justin Davies/ AFP |
Em Natal, o novo app poderá alertar os moradores sobre os locais onde há concentrações de mosquitos e casos de dengue com um simples toque
Médicos brasileiros esperam contar em breve com uma tecnologia própria para conter surtos de dengue, graças a um aplicativo para "smartphones" desenvolvido por cientistas brasileiros em Natal.
Na capital do Rio Grande do Norte, uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo, o novo aplicativo poderá alertar os moradores sobre os locais onde há concentrações de mosquitos e casos de dengue com um simples toque.
O aplicativo foi desenvolvido pelo cientista acadêmico Ricardo Valentim, em colaboração com o epidemiologista Ion de Andrade, que trabalha para a prefeitura de Natal.
"Se alguém identificar a dengue, a aponta no mapa (do aplicativo) e isso nos permite ver onde está se desenvolvendo e reagir imediatamente para impedir que continue se espalhando", disse Andrade.
O aplicativo "Observatório da Dengue" está atualmente em fase de testes, mas espera-se que já esteja disponível online no fim do mês. Quando começar a funcionar, permitirá às autoridades saber exatamente onde agir. "Se forem mosquitos, podemos localizar e tratar a fonte de água. Se um caso suspeito for confirmado, podemos tratar a vítima", explicou Andrade.
O Brasil tem sido o país mais castigado pela dengue neste século, com sete milhões de casos reportados entre 2000 e 2013, com 800 mortes nos últimos cinco anos.
Em Campinas, onde a seleção portuguesa e seu astro, Cristiano Ronaldo, estão hospedados, três mulheres, de 27, 69 e 81 anos, morreram de dengue este ano.
Não há cura para a doença transmitida pelo mosquito "Aedes aegypti" e o tratamento consiste em acompanhamento da evolução clínica da infecção.
Plano anti-mosquito da Copa
Várias cidades do nordeste do país, como Natal, Recife (Pernambuco) e Fortaleza (Ceará), foram consideradas zonas de risco em um artigo publicado no mês passado por cientistas brasileiros e europeus na revista Doenças Infecciosas The Lancet.
Só este ano, Natal registrou 3.000 casos e, embora seja conhecida como "Cidade do Sol", tem sofrido com chuvas torrenciais desde que a Copa começou, na quinta-feira passada.
Em um hospital local, Joana aguarda para fazer um exame de sangue. "Sinto dores de cabeça, nas articulações e tenho febre. No domingo senti dores nos ossos", queixa-se.
Apesar de estar com todos os sintomas da dengue, Joana pode sofrer de uma simples virose, daí a necessidade do exame. "Temos visto vários casos de dengue recentemente, mas estamos muito longe de estarmos perto dos níveis considerados de epidemia", disse o médico potiguar Mario Toscano.
Os bairros mais pobres de Natal muitas vezes não têm acesso à água corrente e menos ainda a computadores ou smartphones com aplicativos.
Por isso, nas favelas, onde as crianças andam descalças e o esgoto corre a céu aberto por falta de saneamento, o risco de pegar dengue é maior. "Este é exatamente o tipo de lugar que atrairia mosquitos", disse o agente sanitário Aberdal Varela da Fé, apontando para uma cisterna de concreto com água parada, usada por várias famílias para cozinhar e tomar banho em seus pequenos barracos de um único quarto.
Na água parada, as fêmeas dos mosquitos põem ovos que viram larvas e logo se transformam em mosquitos transmissores da doença.
Depois de visitar outra casa próxima, Aderbal Varela, um dos 380 agentes sanitários contratados pela cidade para controlar focos da dengue, viu um cenário melhor. "Sua casa está muito limpa", disse à idosa Ivanilda Firmino. "Todos os recipientes com água têm tampa".
Dona Ivanilda têm razões para permanecer vigilante. "Sou muito cuidadosa porque o meu filho já teve dengue quatro vezes", disse.
Com centenas de milhares de visitantes estrangeiros viajando pelo Brasil até o final da Copa do Mundo, em 13 de julho, as autoridades estão tomando as precauções necessárias. "Sempre há um risco, mas este ano não é tão grande", disse Alessandre de Medeiros Tavares, chefe médico do grupo de controle de dengue da Prefeitura de Natal.
"Graças aos nossos trabalhos de campo, tivemos menos casos. Se tivermos que fazer mais, temos um plano para a 'Copa do Mundo' pronto para entrar em ação", destacou. "Mas acreditamos que o mais provável é que não tenhamos que usá-lo".
Por G1 | 16 - Atualizada em 16 às 12:16
Na maioria das cidades que receberão jogos da Copa do Mundo, a dengue já tinha ultrapassado seu pico no final de maio. É o que mostram os dados de um levantamento feito junto às secretarias municipais da saúde das 12 cidades-sede do Mundial.
"O número de casos de dengue está em queda. Excepcionalmente, poderia subir mediante uma condição muito favorável de calor e umidade, mas o pico já foi ultrapassado", diz o infectologista Marcelo Nascimento Burattini, professor da Faculdade de Medicina da USP e da Escola Paulista de Medicina (Unifesp).
De acordo com especialistas brasileiros, a época do Mundial – que iniciou na última quinta-feira (12) e vai até o dia 13 de julho – é caracterizada por uma queda sazonal do número de infecções por dengue. Apenas Cuiabá e Distrito Federal ainda registravam aumento no número de casos no fim do mês passado. Recife também apresentou uma ligeira alta no número de casos no final de abril, último dado divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde.
Mas, mesmo nessas cidades, a tendência é que a situação se estabilize em meados de junho, segundo infectologistas.
"O número de casos de dengue este ano é baixo em comparação à média dos últimos 5 anos", diz Burattini. Este ano, as ocorrências no país todo caíram 63,3% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Ministério da Saúde.
O cenário da dengue nas cidades-sede da Copa do Mundo tem motivado discussões quanto ao risco da ocorrência de surtos no momento em que o país espera receber cerca de 600 mil turistas estrangeiros. A questão foi, inclusive, tema de artigos publicados em revistas científicas internacionais nos últimos meses (leia mais abaixo).
O cenário da dengue nas cidades-sede da Copa do Mundo tem motivado discussões quanto ao risco da ocorrência de surtos no momento em que o país espera receber cerca de 600 mil turistas estrangeiros. A questão foi, inclusive, tema de artigos publicados em revistas científicas internacionais nos últimos meses (leia mais abaixo).
Variações
Apesar de o número de infecções no país ser considerado baixo este ano, em duas das cidades-sede, o número de infecções em 2014 ultrapassou o de 2013. São Paulo já tem 6.896 ocorrências, quase três vezes mais do que o ano passado, quando houve 2.617 infecções. Salvador teve 3.551 casos notificados em 2014, contra um total de 2.720 casos em todo o ano de 2013.
Apesar de o número de infecções no país ser considerado baixo este ano, em duas das cidades-sede, o número de infecções em 2014 ultrapassou o de 2013. São Paulo já tem 6.896 ocorrências, quase três vezes mais do que o ano passado, quando houve 2.617 infecções. Salvador teve 3.551 casos notificados em 2014, contra um total de 2.720 casos em todo o ano de 2013.
A explicação para a variação do comportamento da doença nas diferentes regiões é que a transmissão da dengue depende de fatores locais como temperatura, umidade e presença de focos do mosquitoAedes aegypti. “A dengue, como outras doenças transmitidas por vetores, tem uma transmissão muito pontual do ponto de vista geográfico”, diz Burattini.
Além disso, “áreas que têm um grande número de infecções em um ano tendem a apresentar menos casos em anos subsequentes”, explica Burattini. Isso porque a população que já pegou o vírus em um ano ganha imunidade contra aquele subtipo da doença e fica protegida nos anos seguintes. Em São Paulo e em Salvador, ocorreu a dinâmica inversa: em 2013, o número de casos foi relativamente baixo. Este ano, à medida que menos moradores estavam imunes, o número de infecções aumentou.
Entre as 12 cidades-sede, as que tiveram mais casos de dengue confirmados este ano foram o Distrito Federal, com 7.805 casos até 31 de maio, e São Paulo, com 6.896 casos até 24 de maio.
A infectologista Nancy Bellei, coordenadora do comitê de influenza e virologia da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), explica que as Regiões Sul e Sudeste devem registrar poucos casos de dengue durante o Mundial, devido à temperatura mais baixa e o tempo mais seco. Já nas Regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, a previsão é mais difícil, devido à grande variabilidade climática das regiões. “É possível que haja casos durante a Copa, mas o risco é menor do que o que se imaginava”, diz a especialista.
Nas duas cidades do sul que receberão jogos da Copa, o número de casos registrados este ano foi muito baixo: Porto Alegre teve 5 casos e Curitiba não teve nenhum até o fim de maio.
Estudos
Um estudo publicado em maio na revista "The Lancet Infectuous Diseases" identificou um alto risco para a ocorrência de dengue em Recife, Fortaleza e Natal durante a Copa do Mundo. Já um artigo publicado na revista "Nature" em novembro de 2013 destacava o risco de Salvador, Fortaleza e Natal.
Um estudo publicado em maio na revista "The Lancet Infectuous Diseases" identificou um alto risco para a ocorrência de dengue em Recife, Fortaleza e Natal durante a Copa do Mundo. Já um artigo publicado na revista "Nature" em novembro de 2013 destacava o risco de Salvador, Fortaleza e Natal.
“A dengue pode ser um problema significante em algumas das locações dos jogos, e medidas preventivas são necessárias”, afirmou o professor de epidemiologia Simon Hay, da Universidade de Oxford, no artigo da “Nature”.
Intitulado “A febre do futebol pode ser uma dose de dengue”, o artigo recomenda que turistas fiquem em acomodações com telas nas janelas e ar condicionado, que usem inseticida em ambientes internos e que vistam roupas que cubram os braços e pernas para evitar a picada do mosquito Aedes aegypti.
Já um levantamento publicado por pesquisadores brasileiros na revista “Memórias do Instituto Oswaldo Cruz”, que avaliou o risco de dengue para turistas estrangeiros que visitarem o Brasil durante a Copa, projetou que haverá no máximo 59 ocorrências de dengue entre os 600 mil visitantes que o país deve receber durante o Mundial.
Para se chegar a esse resultado, a projeção levou em conta a média de casos de dengue registrados nas cidades-sede no mesmo período da Copa – entre 12 de junho e 13 de julho – nos quatro anos anteriores. Além disso, considerou a estimativa do número de visitantes que o país deve receber e os possíveis roteiros escolhidos pelos turistas.
Burattini, um dos autores do estudo, explica que a primeira etapa do cálculo foi estimar o risco de contrair dengue em cada dia de permanência no país, em cada cidade-sede. Depois, estimou-se a quantidade de estrangeiros em cada cidade, durante cada dia do mundial. Foram simuladas 32 opções de roteiro, levando em conta que um visitante pode querer acompanhar os jogos de seu time pelo país e permanecer durante mais tempo nas cidades com mais atrativos turísticos.
Levando em conta todas essas variáveis, o cálculo concluiu que, no pior dos cenários, haverá 59 infecções entre os 600 mil visitantes; no melhor dos cenários, haverá 3 casos. Na média, o número esperado de casos entre os estrangeiros é de 33.
Em um roteiro simulado pela pesquisa em que o visitante passe 4 dias em São Paulo, 12 dias em Fortaleza (para acompanhar dois jogos), 4 dias no Distrito Federal, 8 dias em Belo Horizonte (também para acompanhar dois jogos) e 5 dias no Rio de Janeiro, o risco de contrair dengue seria de 0,0335%
O especialista afirma que o pico de casos de dengue costuma ocorrer entre a 15ª e a 20ª semana do ano. A Copa terá início na 24ª semana de 2014.
Outras infecções
O infectologista Luiz Ricardo Dalbelles, da Santa Casa de São Paulo, lembra que outras infecções podem ser observadas durante o período da Copa, como a do vírus influenza. “Temos que estar sempre atentos à gripe, apesar de este ano não estarmos observando grandes surtos”, diz.
O infectologista Luiz Ricardo Dalbelles, da Santa Casa de São Paulo, lembra que outras infecções podem ser observadas durante o período da Copa, como a do vírus influenza. “Temos que estar sempre atentos à gripe, apesar de este ano não estarmos observando grandes surtos”, diz.
Infecções gastrointestinais, levando a quadros de diarreia, também podem ser frequentes entre os turistas que vierem para a Copa. “O aumento da produção de comida rápida, dificilmente com boa fiscalização de procedência, além do calor e condições sanitárias não adequadas podem levar ao consumo de alimentos contaminados”, observa a infectologista Nancy Bellei. Também não estão descartadas infecções por malária e febre amarela nas áreas endêmicas.
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Prefeitura de Rio Preto-SP, realiza ação contra dengue no municípioPor Por: Abrahão Hackme - abrahaoh@bomdiariopreto.com.br às 22:07 | 17 /06/2014 - Atualizada em 18 /06/2014 às 11:10 Abner...
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NOTA Á IMPRENSA SOBRE GASTOS FEDERAIS COM EDUCAÇÃO E SAÚDE EM CIDADES DA COPA DO MUNDOEm relação às notícias divulgadas nesta quinta-feira (9/1) sobre o estudo da organização Agência Pública, que comparou os recursos federai...
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A febre chikungunya já registra 16 casos no Brasil em 2014Por Agência Folhapress | 24 /09/2014 - Atualizada em 24/ 09/2014 às 15:26 Reprodução/internet Aumentou para 16 o núm...
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Estudo alerta que dieta rica em proteína pode encurtar a vidaProteína animal pode elevar risco de morte em pessoas com menos de 65 anos (Thinkstock) Segundo pesquisa, pessoas abaixo de 65 anos qu...
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