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/ / Unlabelled / Drescrição do surto de sarampo no Ceará

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Foram notificados 265 casos suspeitos de sarampo, no Ceará, entre 25/12/2013 e 07/02/2014.
Diante da confirmação da circulação do vírus do sarampo (genótipo D8) no Estado, são
considerados, a partir deste boletim, casos confirmados: “Pacientes com febre, exantema e um ou
mais dos seguintes sinais e sintomas – tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite-, com sorologia para
sarampo com resultado IgM Reagente e IgG não reagente, sem história vacinal nos últimos 21
dias.” Portanto, os casos definidos anteriormente como fortemente suspeitos, seguindo o novo
critério de confirmação de caso, foram confirmados ou descartados.
Dentre os casos notificados 23,4% (62/265) foram confirmados, 21% (56/265) foram
descartados e 56% (147/265) estão em investigação laboratorial. Foram notificados casos suspeitos
nos municípios de Fortaleza (146), Aquiraz (1), Beberibe (1), Caucaia (2), Chorozinho (1), Crato (1),
Horizonte (3), Itaitinga (2), Jaguaribara (1), Jaguaribe (1), Maracanaú (1), Maranguape (2), Pacajus
(1), Quixadá (1), Redenção (1), Trairi (3), Tururu (1) e Uruburetama (7). Foram confirmados casos
no municípios de Fortaleza (55), Caucaia (1), Itaitinga (1), Jaguaribe (1), Maranguape (1) e
Uruburetama (3). A data do exantema do primeiro e último caso confirmado foi 25/12/2013 e
30/01/2014, respectivamente.
Dentre os casos confirmados, 50% (31/62) são menores de um ano de idade e 69,3% (48/62)
são do sexo masculino. A situação vacinal desses casos foi: 51,6% (31/62) não eram vacinados por
serem menores de um ano, 25,1% (16/62) tinham a situação vacinal ignorada, 16,1% (10/62) não
eram vacinados e 3,2% (2/62) tinham uma dose de vacina. Ainda não foi identificado vínculo entre
os casos com viajantes.

Casos confirmados de sarampo e percentual de cobertura vacinal, 1980 a 2014*, Ceará.
Casos confirmados de sarampo por sexo e faixa etária, Ceará, 2013 e 2014*.

Ações e estratégias desenvolvidas

- Reunião Semanal com Grupo Técnico do Estado (secretária Adjunta), Município de Fortaleza e
Núcleo Hospitalar dos hospitais para definição de estratégias a serem realizadas.
- Busca retrospectiva dos atendimentos realizados em unidades hospitalares com casos
confirmados, a partir do dia 25 de novembro/2013 até data atual, na busca dos sintomas: febre e
exantema e/ou tosse e/ou conjuntivite e/ou coriza.
- Deslocamento de equipe de laboratório e SMS Fortaleza para as residências de casos suspeitos
atendidos nos ambulatórios dos hospitais para realizar investigação epidemiológica, coleta de
sangue e espécimes clínicos, busca ativa de novos casos e realização de bloqueio vacinal.
- Processamento de todas as amostras suspeitas de dengue que deram negativas advindas das três
unidades.
- Elaboração de Boletim Epidemiológico, Nota de Alerta e divulgação na mídia, com informações
pertinentes sobre conduta de profissionais e da população diante de um caso suspeito de sarampo.
- Processamento de todas as amostras suspeitas de dengue que deram negativas advindas do
município de Fortaleza no mês de Dezembro/2013 e Janeiro/2014.
- Campanha de vacinação indiscriminada para crianças de 6 meses a menores de 5 anos em
Fortaleza, Região Metropolitana e municípios com casos fortemente suspeitos (Eusébio, Aquiraz,
Pindoretama, Cascavel, Chorozinho, Pacajus, Horizonte, Itaitinga, Pacatuba, Maracanaú, São
Gonçalo do Amarante, Caucaia, Maranguape, Guaiúba, Uruburetama, Beberibe, Trairi e Jaguaribe).
- Treinamento de cerca de 1.200 profissionais de saúde de diversas áreas (médicos, enfermeiros e
gestores) sobre aspectos epidemiológicos, diagnóstico clínico e laboratorial do sarampo e
estratégias de imunização.
- Bloqueio vacinal nos contados dos casos suspeitos;
- Campanha iniciada dia 02/02/ 2014 em 17 municípios;
- Desenvolvimento, junto ao datasus/RJ, do site para registro online da campanha de vacinação e do
monitoramento rápido pós campanha;
- Levantamento de dados de doses aplicadas e coberturas vacinais no estado;
- Avaliação de coberturas vacinais por município do estado nas diferentes estratégias de vacinação
e do monitoramento rápido de coberturas de 2003 a 2012;
- Elaboração do protocolo para o monitoramento rápido de coberturas vacinais após a campanha a
ser realizado pelos municípios;
- Atualização diária da cobertura vacinal da campanha para os setores envolvidos;
- Instrumentalizar técnico da secretaria estadual na análise de dados de imunização.

Aspectos Clínicos do Sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e
extremamente contagiosa, muito comum na infância. A viremia, causada pela infecção, provoca
uma vasculite generalizada, responsável pelo aparecimento das diversas manifestações clínicas,
inclusive pelas perdas consideráveis de eletrólitos e proteínas, gerando o quadro espoliante
característico da infecção. Além disso, as complicações infecciosas contribuem para a gravidade do
sarampo, particularmente em crianças desnutridas e menores de 1 ano de idade. O vírus do
sarampo pertence ao gênero Morbillivirus, família Paramyxoviridae. O único reservatório é o
homem. É transmitido diretamente de pessoa a pessoa, através das secreções nasofaríngeas,
expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Essa forma de transmissão é responsável pela
elevada contagiosidade da doença. Tem sido descrito, também, o contágio por dispersão de
gotículas com partículas virais no ar, em ambientes fechados como, por exemplo: escolas, creches e
clínicas. O período de incubação se dá, geralmente em 10 dias (variando de 7 a 18 dias), desde a
data da exposição até o aparecimento da febre, e cerca de 14 dias até o início do exantema. O
período de transmissão é de 4 a 6 dias antes do aparecimento do exantema, até 4 dias após. O período de maior transmissibilidade ocorre 2 dias antes e 2 dias após o início do exantema. A
suscetibilidade humana ao vírus do sarampo é geral. Os lactentes, cujas mães já tiveram sarampo
ou foram vacinadas, possuem, temporariamente, anticorpos transmitidos por via placentária,
conferindo imunidade ao longo do primeiro ano de vida, por isso a indicação de vacinação aos 12
meses de vida.

Fonte: Sesa-ce
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